sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

08 – Lady Vingança (Chinjeolhan Geumjassi) – Coréia do Sul (2005)


Direção: Park Chan-wook
Aos 19 anos Lee Geum-Ja, é condenada a 13 anos de prisão pelo sequestro e assassinato de um menino de 6 anos. Ela está acobertando o verdadeiro culpado, seu namorado e professor Sr. Baek. Quando descobre que está sendo traída, Geum-Ja, passa todo o seu tempo na cadeia preparando uma vingança para o ex-amante. Treze anos depois ela sai da cadeia e, com a ajuda de algumas ex-colegas da prisão, encontra Sr. Baek ,e põe em prática seu minucioso plano.

Chan-wook Park dando nó na cabeça. Não tão brilhante quanto Oldboy, mas encerrando a trilogia em grande estilo. Lady Vingança é perverso, como assim costumam ser as pessoas mais vingativas. E por mais que a câmera não revele o ápice da crueldade, a mente da espectador já deduz o que aconteceu ou já projeta o que poderia ser feito. No final das contas, o espectador é colocado na história e sua moral é testada.

Mais uma grande obra de um dos melhores diretores contemporâneos.


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2 comentários:

  1. Olá Az!! Tudo bom?
    Parabéns! Que presente aos visitantes do blog essa postagem do cinema coreano, sou muito fã e eu gosto de comentar sobre eles. Nossa! Acho que você nem percebeu isso.
    Que provocação é essa trilogia Sympathy for Mr. Vengeance, Oldboy, Sympathy for Lady Vengeance! Eles embrulham a cabeça, travam a respiração, desvia-se o olhar, mas são imperdíveis. Chan-wook Park foi genial, Violência, Vítima e Vingança é um enredo polêmico, perturbador e impactante e terrível, porque não.
    Chan-wook trouxe a marca da filosofia para seus filmes com uma abordagem mais radical, partindo do argumento causa e efeito, ato e consequência e levanta a pergunta: a vingança pode ser justificada? Também trouxe a marca da cultura taoista, mostrando a manifestação da vingança em seu aspecto YIN (feminino, água, frio lento, etc.) e YANG (masculino, fogo, explosivo, rápido, etc.) e a vingança como um sentimento atemporal avassalador, subjugador e destrutivo.
    Você sintetizou bem. Ele foi perspicaz ao criar uma sintonia com o público no jogo do “eu paro e você continua”. Ele corta a cena e a sequência só ocorre na mente de quem assiste, ele não mostra, mas o público imagina, ele fornece os elementos e o público projeta, ele joga a luz e público produz, o que falta, em sua mente. E assim, sutilmente, ele apanha seu público, em contrapé, levando-os a perceber que a perversidade e crueldade que o público imaginou/projetou é dele também e não apenas do filme. Pois, como se pode projetar ou imaginar a continuidade de algo sem que, de algum modo, já não tenha sido, ao menos, vislumbrado pelo público antecipadamente? Ele desconcerta até nos títulos: porque Simpatia? Será ela para vingança que é um sentimento, para a ação que é mais uma reação, ou ainda para aqueles que sofreram violências e foram levados por essa sede? O animal humano revela-se como o habitat de sentimentos, desde os que o dignificam até os que destroem.
    Enfim, com a banalização das violências diárias, às vezes, só se é despertado em virtude do grau de amplitude que a reação/vingança provoca.
    Ki-duk Kim, mais poeticamente e não com menos angústia, em dois de seus filmes Pietá e Samaria, traz essa reflexão de como nossos valores morais, embora necessários, são às vezes insuficientes para nos colocar diante da diversidade dos atos humanos.
    Ainda é quase carnaval, mas já é quase dia de Janaina.
    Odó-Iyá nos proteja.
    Vida longa!
    Um abraço,
    Soli

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    Respostas
    1. Oi Soli, desculpe a demora em responder, mas é que por aqui o carnaval já tinha começado e só foi terminar hoje de madrugada. E como o profano, para mim, é sagrado, só hoje voltei aos trabalhos.
      Seus comentários, sobretudo dos filmes asiáticos, deveriam ser automaticamente anexados nas postagens. É um prazer ler e uma honra pro blog ter esse conteúdo exclusivo. :)
      como foi de carnaval? muito cinema?
      bem, agora o ano começa de verdade... tem muito filme bom por vir...
      grande abraço!
      Az

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