domingo, 27 de dezembro de 2015

119 – Sonhos (Dreams) – Japão (1990)


Direção: Akira Kurosawa
Oito sonhos.


É simplesmente incrível a facilidade que Kurosawa tem para compor uma fotografia, brincar com as cores, com a mise-em-scène, com a luz. Se com o preto e branco o diretor já fazia coisa, com uma paleta de cores na mão, Kurosawa conseguiu transformar a tela do cinema em um quadro em movimento, revelando uma das mais belas pinturas que o cinema já viu.

E, além da forma, ainda tem o conteúdo...

Resumindo: obra-prima!


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2 comentários:

  1. Bom ver mais um asiático por aqui, a escolha não poderia ser mais perfeita. Kurosawa, nesse filme, foi encantador. O “feeling” mítico de Spielberg e George Lucas pôde proporcionar Kurosawa construir a atmosfera que ele precisava para resgatar lendas e mito de seu universo interior desde a infância à velhice. “Sonhos” é um selo de paz para ele e um presente para humanidade que pode se encontrar num tempo, num lugar em que se fala à todas as linguagens, quando se ultrapassa, ainda que através delas, os limites das línguas e das culturas.
    O titulo “Sonhos” também faz me lembrar de outro “Sonho”, o do Kim Ki Duk, tenso, alegórico, uma outra pegada, quase pesadelo, porém igualmente instigante e inesquecível, mas fica pra outra conversa.
    Sonhos fazem lembrar que 2016 tá batendo na porta, Oxalá! Que ele venha suave, iluminado e embale os corações de bons sons, boa poesia e encante nossos olhos para que não percamos a sensibilidade. Quanto a saúde, acho que já tá quase passando da hora de começarmos a ser responsáveis por ela ( ahhh!!! Isso fica pra depois de fevereiro). Então: Paz, Sucesso para você e os seus, é o que eu e os meus desejamos. Além dos muitos bons filmes para nós, afinal, a gente merece, é claro. Vida longa ao blog.
    Abraços
    Soli

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    Respostas
    1. Mais uma vez obrigado pela companhia no ano! Pelo universo asiático que você tem me apresentado ao longo desses anos - Kim Ki Duk, por exemplo, e agora "Sonho".
      Que 2016 nos traga bons ventos. O ano de Xangô vai ficando pra trás, ano que vem é de calmaria, de Iemanjá. Estamos precisando. E a saúde fica por nossa conta, mesmo.
      Feliz ano novo para os seus!
      forte abraço!
      Az

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