terça-feira, 2 de junho de 2015

10 (melhores) diretores e diretora da Espanha

País que sempre produziu grandes filmes, a Espanha também se destaca por sua variedade de diretores e diretoras. Há quem pense que a produção espanhola se resume a Buñuel e Almodóvar. No entanto, em toda a sua história, mesmo com altos e baixos, a Espanha sempre deu sua contribuição ao cinema mundial.

Dos que ficaram de fora da lista, um destaque especial para Vicente Aranda, que faleceu no mês de maio, aos 88 anos. Autor de Amantes, e Joana, a louca, o diretor espanhol tinha como marca a sexualidade presente em seus filmes.

Outros nomes que não entraram na lista e merecem ser citados são: Álex de la Iglesia, Mario Camus, José Luis Cuerda, José Luís Garcia Sanchez, Daniel Monzón, Juan Antonio Bardem e Segundo de Chomón.

Segue, então, a lista dos 10 (melhores) diretores e diretora da Espanha, que visa mesclar nomes do passado, com a da nova geração.

1. Luis Buñuel
Surreal, progressista e mexicano. É o mais importante cineasta espanhol, ainda que muito pouco tenha sido filmado na Espanha. Cidadão do mundo, as suas obras saíram, basicamente, da França e do México, onde se naturalizou e onde faleceu. É um dos diretores mundiais que mais reúnem influências, do campo da filosofia, das artes plásticas, da política, da música, da religião. E é fonte inevitável para qualquer cineasta espanhol. São dele: Um cão andaluz, Os esquecidos, Viridiana, A bela da tarde, O discreto charme da burguesia e Esse obscuro objeto de desejo.



2. Pedro Almodóvar
A história do cinema espanhol se confunde com a história de Almodóvar, com suas obras coloridas, irônicas e fantásticas. Autor de obras bem ruinzinhas, como Kika e o criticado Os amantes passageiros. Mas, ao mesmo tempo, autor de obras primas do cinema mundial, como A pele que habito. Na média, seus filmes são especiais e com um toque autoral inconfundível. São dele: Pepi, Luci, Bom; Tudo sobre minha mãe, Fale com ela, Má educação e Volver.




3. Carlos Saura
A sensibilidade e delicadeza das obras de Carlos Saura tornam o cinema espanhol mais rico. O diretor começou a produzir no finalzinho da década de 1950 e até hoje, aos 83 anos, continua na ativa. São dele: Cria Cuervos, Mamãe faz 100 anos, Bodas de sangue, Carmen, Tango e Goya.







4. Luis Garcia Berlanga
Junto com Juan Antonio Bardem, Berlanga foi um dos mais importantes a usar o cinema como instrumento político para burlar a censura da ditadura de Franco. Sua ironia e sátira expunham os conflitos sociais e políticos vividos na Espanha de forma ousada e provocadora. São dele: Bem-vindo senhor Marshall, Plácido, El Verdugo, A vaquinha e Todos a la carcel.






5. Jesús Franco
Talvez seja um dos diretores do mundo com a maior filmografia. São cerca de 200 obras na conta de Jesús Franco, incluindo produções com grandes diretores e atores da Espanha. Versátil, Franco passeou por diversos gêneros, mas tem o seu nome cravado na história do pornô, ressignificando o sentido do erotismo no cinema. São dele: Vênus em fúria, Conde Drácula, Vampiros Lesbos, A virgem e os mortos, Oásis dos Zumbis, O massacre dos Barbys e Sem face.




6. Isabel Coixet
A mais importante diretora espanhola da atualidade. Despontou no final da década de 1990 e, desde então, participou de mais de uma dezena de produções, algumas delas coletivas, representando a Espanha no cinema mundial. São dela: Minha vida sem mim, Coisas que nunca te disse, A vida secreta das palavras e Mapa dos sons de Tokyo.






7. Bigas Luna
Um dos maiores nomes da Catalunha. Bigas Luna é dono de uma vasta filmografia. “O grande revelador de talentos”, Bigas Luna projetou para o cinema Penélope Cruz, Javier Bardem e Ariadna Gil. São dele: Os olhos da cidade são meus; Jámon, Jámon; Ovos de ouro e O som do mar.







8. Alejandro Amenábar
Nascido no Chile, mas um diretor espanhol. Foi na Espanha que Amenábar sempre filmou e, apesar de uma filmografia relativamente curta, sempre produziu obras de alto nível, como o clássico mundial Os outros. São dele: Tesis, Preso na escuridão, Mar adentro e Alexandria.







9. Fernando Trueba
Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1992 com Belle Epoque, Trueba acabou não correspondendo às expectativas criadas. Passou por algumas produções de pouco destaque, até surgir novamente com a bela animação Chico & Rita. Na sequência, dirigiu as elogiadas, mas não muito conhecidas O artista e a modelo, além de A dançarina e o ladrão.






10. Victor Erice
Apenas três filmes em sua filmografia, um por década: O espírito da colmeia, O sul e O sol do marmelo. A crítica geral que é feita a ele é justamente: por que tão poucos filmes? Victor Erice tem, hoje, 74 anos. Ainda em tempo de presentar o cinema com mais alguma bela obra.



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