segunda-feira, 4 de maio de 2015

10 (melhores) diretores da Ásia

Um continente diverso, com um cinema que retrata bem a pluralidade dos países, cores, idiomas, credos, belezas, dores e prazeres da Ásia.

Para fechar a lista de 10 diretores, segui os mesmos critérios das listas anteriores. Tentei variar os países e gerações, privilegiando não somente os gênios consagrados, mas também alguns bons nomes da nova geração. Evidentemente, que muita gente boa ficou de hora.

Dos que não entraram na lista, destaco o sul-coreano Joon-ho Bong, os iranianos Asghar Farhadi, Bahman Ghobadi, Mohsen Makhmalbaf, os chineses Ang Lee, Jia Zhangke, Chen Kaige, os japoneses Nagisa Oshima, Shohei Inamura e o tailandês Apichatpong Weerasethakul.

Além de alguns nomes com uma filmografia não muito extensa, mas que dão importantes contribuições ao cinema asiático: Stephane Gauger (Vietnã), Haifaa Al-Mansour (Arábia Saudita), Nhyentse Norbu (Butão), Sergey Dvortsevoy (Cazaquistão), Byambasuren Davaa (Mongólia), Vimukthi Jayasundara (Sri Lanka), Yang Ik-Joon (Coréia do Sul), Majid Majidi (Irã), Rajkumar Hirani (Índia) e Yang Zhang (China).

Enfim, considerações feitas, vamos aos 10 (melhores) diretores da Ásia.

1. Akira Kurosawa (Japão)
Gênio. Encabeça a lista dos diretores asiáticos, mas certamente estaria em qualquer Top 10 do Cinema Mundial. Iniciou sua trajetória com o já premiado A saga do judô. Depois, ainda presenteou o mundo com diversas obras, dentre elas Dodeskaden, Rashomon, Viver e Os sete samurais.








2. Kar Wai Wong (China)
O mestre do amor, das cores, das canções, da fotografia, da sensibilidade. O coração de nenhum espectador é o mesmo depois de ver Amores Expressos, Amor à flor da pele e 2046: os segredos do amor.









3. Hayao Miyazaki (Japão)
E o cinema de animação nunca mais foi o mesmo depois de Miyazaki. Não é à toa, que ele até hoje seduz os corações dos adultos e as mentes das crianças. Alguns de seus clássicos: Meu amigo Totoro, Princesa Mononoke e A viagem de Chihiro.








4. Chan-Wook Park (Coréia do Sul)
Talvez o diretor mais original da nova geração asiática. E um dos mais talentosos ao trabalhar a temática da violência e da vingança. É dele a trilogia da vingança: Mr. Vingança, Oldboy e Lady Vingança, além do excelente Zona de Risco.








5. Yasujiro Ozu (Japão)
Simples, sutil e delicado. As obras de Ozu são verdadeiras fontes históricas para se conhecer um Japão que certamente não existe mais. Não apenas pelas transformações do país, mas pela transformação das pessoas, da cultura. Talvez ninguém tenha abordado com tamanha sensibilidade as relações familiares e humanas do Japão. É dele Era uma vez em Tóquio.







6. Zhang Yimou (China)
De profunda beleza as obras de Yimou. Suas cores e sua preocupação estética costuram a própria essência e sentimento de seus personagens. É um daqueles diretores que consegue expressar muito, sem precisar de muitas palavras. É dele Nenhum a menos e Lanternas vermelhas.








7. Satyajit Ray (Índia)
Um dos mais premiados diretor indiano. Ray soube falar de questões pessoais, ao mesmo tempo em que representava toda uma sociedade. É assim em A sala de música, que conta e canta a decadência.









8. Abbas Kiarostami (Irã)
Impossível não falar de cinema iraniano sem citar Kiarostami. O diretor é uma das maiores referência de seu país, inclusive com produções estrangeiras. São dele os premiados Gosto de Cereja e Close-up, além de Um terno de casamento.








9. Kenji Mizoguchi (Japão)
Referência do cinema japonês, fazendo contos e sonhos se fundir com a realidade. É dele Contos da Lua Vaga, além de diversas outras obras que representam um Japão antigo e suas mulheres.









10. Ki-duk Kim (Coréia do Sul)

As obras do diretor sul-coreano são de uma delicadeza única. É impressionante como ele consegue fazer o silêncio se expressar e como consegue encher de vida e significado os espaços vazios. É dele Primavera, Verão,Outono, Inverno... e Primavera.

2 comentários:

  1. Oi Az Bom dia!!!
    Aqui é a minha praia, não desmerecendo as outras, o cinema asiático é quase sempre a possibilidade de uma porta para o imprevisível, para ir ao encontro de perspectivas de um novo olhar, um olhar que, mais que olhar, é um enxergar diferente, e isso, ao meu ver, é sempre bom para ajudar entender conceitos como alteridade, diversidade e como diria o mago Saramago " É necessário sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós."
    Enfim, são tantos os filmes abordando pontos de vista e concepções diversas de vida e mundo, que só me fazem, cada vez mais, confirmar que as culturas são o tecido com qual é feita essa grande colcha de retalho que é a humanidade, e nós, vamos constituindo-nos de todos esses pequenos fragmentos de retalhos. Eu, do meu jeito, vou me fazendo de pedacinhos de retalhos das gentes, das coisas que me inspiram, só sei que tudo aquilo que me sensibiliza vem morar em mim.
    Obrigado pela generosidade de disponibilizar filmes tão bons, pelos bons textos.
    Obrigado por proporcionar aos que ainda conhecem pouco o cinema asiático, a oportunidade dessa aproximação. E já abusando se Saramago “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.” O cinema habita a vastidão do mundo.
    Abraço
    Soli

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    1. E eu te agradeço por ter me apresentado alguns desses diretores asiáticos.
      Sempre cresci com preconceito em relação aos filmes asiáticos. Romper essa barreira foi difícil, mas ainda adolescente experimentei uma obra aqui e outra ali.
      Hoje em dia, tem sido um prazer atrás do outro conhecer novos filmes desse continente.
      Acho que pra superar essa barreira, tive que aperfeiçoar o meu olhar e exercitar minha sensibilidade.
      Agora, dá pra ver e reparar bem!
      :)
      Az

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