quarta-feira, 15 de abril de 2015

32 – Relatos Selvagens (Relatos Salvajes) – Argentina (2014)


Direção: Damián Szifron
Diante de uma realidade crua e imprevisível, os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie. São seis episódios com pessoas vivendo situações-limite e respondendo violenta e inesperadamente a elas: uma traição amorosa, o retorno do passado, uma tragédia ou mesmo a violência de um pequeno detalhe cotidiano são capazes de empurrar estes personagens para um lugar fora de controle.

Mais um bom filme argentino. Que, só pra variar, tem Darín. Uma ótima produção, que consegue realizar uma obra transnacional, que dialoga com outras sociedades e outros seres humanos.

Um humor mórbido que passa pelas loucuras do nosso dia-a-dia, que faz com que a gente tenha vontade de matar o motorista da esquina, o burocrata do DETRAN, ou a apresentadora do telejornal.

Um humor mórbido que passa pela essência humana, que faz com que a gente tenha vontade de matar a ex do seu namorado, o cara que põe ketchup no macarrão, ou a apresentadora do telejornal.

O bom é que em Relatos Selvagens eles e elas morrem e a gente acha graça.

3 comentários:

  1. Olá Az
    Ahh! Esse tal cotidiano, como pode surpreender né?! Lembrei-me do copiloto alemão que derrubou o avião nas montanhas, ficção e realidade são tão próximos, que às vezes é difícil saber quando começa uma e termina outra.
    Assim que soube do filme vi o elenco, a direção e que era produzido pelo clã Almodovar já carimbei com um “certamente verei”, porque sabia que seria um bom filme. Entretanto, assistindo o filme, além de achar bom, considerei que a mão dos Almodovar foram muito além da produção, notei a presença principalmente no episódio da noiva traída, ali estava Almodovar fazendo sua escola, desde a estética dos planos, dos enquadramentos etc até abordagem ideológica e o passionalismo da mulher almodovariana. Mas, não quero exagerar nem tudo é Almodovar, o episódio dos motoristas na estrada me lembrou do humor negro de Quentin Tarantino, foi ótimo. Que Damián Szifron me perdoe, kkkk mas não posso negar que suas influências são de tão boa qualidade que andam aparecendo mais do que sua assinatura como diretor. O filme é bom e ele tá no começo, melhor é saber que o cinema argentino, com ele, vai respirando e seguindo.
    Penso que o cinema sendo feito em short stories é uma tendência que pode vir se afirmar cada vez mais, vem a calhar com a leitura que faço sobre a questão do cinema , na duração dos filmes, e a ansiedade presente em um público que vem sendo cada vez mais treinados para coisas ligeiras, para os combos, leve 6 filmes e pague 1, são os tempos velozes dos youtube, instagrams, twiter e furiosos do cotidiano.
    Enfimmm, chega de especular, chega de comentar, indo sabadear .
    O filme é muito bom mesmo e afinal é isso que importa.
    Parabéns pela postagem
    Abraço
    Soli

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    1. Oi Soli,
      Eu não sabia que tinha produção dos Almodovar. Agora, sabendo, e com você falando, dá pra notar muitas influências mesmo. Mas, coitado do diretor, ter uma assinatura autoral diante dessas influências, não é fácil.
      Também me lembrei de Tarantino no episódio do carro. Mais especificamente de À prova de morte! Muito parecido mesmo. :)
      E sobre os short stories... também acho que isso flerta como a mudança cultural do público. 2 horas diante de um filme é uma eternidade. Te confesso que eu também tenho tido dificuldades para me concentrar em certos filmes. Algo pra refletir...
      :)
      um abraço!!!!
      Az

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  2. Olá! O link deste filme não está mais disponível no Zippyshare, poderia repostá-lo, por favor?

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