quarta-feira, 8 de abril de 2015

10 (melhores) diretores da Alemanha

O cinema alemão, um dos mais importantes do mundo, que apresentou à história duas grandes escolas: o Expressionismo e o Novo Cinema Alemão. Escolas que contribuíram para a construção técnica, estética e narrativa do cinema mundial. Por isso, filtrar 10 grandes diretores já esbarra no critério temporal: como aliar nomes da década de 1920, 1960 e do período atual? Assim, como toda lista, essa também é imperfeita, injusta, mas tenta mesclar bons diretores de diferentes gerações. Ficam de fora importantes nomes como Volker Schlöndorff, Oliver Hirschbiegel, Wolfgang Petersen, Wolfgang Becker e Uli Edel.

No entanto, dos 10 listados, ótimos nomes. Alguns fundamentais para a filmografia mundial, enquanto que outros com uma carreira curta, porém promissora. Uma mescla de diretores clássicos e contemporâneos.

1. Fritz Lang
O merecido primeiro lugar do cinema alemão vai para um... austríaco! Apesar de ter nascido na Áustria, o gênio do expressionismo construiu boa parte de sua carreira na Alemanha, até ter que fugir para Paris, por se recusar a dirigir filmes nazistas. Em seguida, nos Estados Unidos, realizou diversas outras obras. Mas foram suas primeiras produções que cravaram seu nome na história mundial. Em destaque, Metrópolis, O testamento do Dr. Mabuse e M – o vampiro de Dusseldorf.




2. Wim Wenders
Para amar, ou para se entediar. Wim Wenders divide opiniões. Alguns podem considerá-lo um dos gênios contemporâneos do cinema alemão. Outros, um dos mais chatos. O inegável é que ele é um nome indispensável na filmografia do cinema alemão e referência mundial. É dele o fraco O medo do goleiro diante do pênalti, o péssimo O hotel de um milhão de dólares, os interessantes Tokyo Ga e O céu de Lisboa, além dos geniais Asas do Desejo, Buena Vista Social Club e Paris, Texas.




3. F. W. Murnau
Outra figura emblemática do expressionismo alemão e um dos maiores diretores do mundo. Seus personagens bizarros, sua narrativa tensa e suas experiências estéticas são heranças deixadas para a história do cinema. É dele obras consagradas, como Nosferatu, Fausto e Aurora.







4. Werner Herzog
Detentor de uma das filmografias mais extensas do cinema alemão, Herzog também se destaca por ser um dos mais ecléticos. Diretor de épicos como Aguirre e Fritzcarraldo, o cineasta também já rodou premiados documentários. É uma figura surpreendente, que presenteia o cinema mundial a cada nova obra.






5. Rainer Werner Fassbinder
Nome fundamental do cinema alemão, que soube traçar um perfil de sua sociedade em diversas épocas. Há quem diga que para entender a história da Alemanha, é necessário passar pelas obras de Rainer.









6. Tom Tykwer
O jovem diretor já possui uma carreira reconhecida. Trabalhando com temáticas diversas, Tom Tykwer será sempre lembrado pelo clássico moderno do cinema alemão: Corra, Lola, Corra. Seu filme mais assistido, no entanto, é a co-produção estadunidense Perfume – a história de um assassino.







7. Paul Leni
Foram apenas cinco filmes na carreira e dificilmente o nome de Paul Leni é encontrado nas listas de diretores alemães. No entanto, é justo destacar a importância do diretor não apenas para o cinema alemão, mas para o cinema mundial. Justamente, por ele ser um dos pioneiros, que experimentava fazer cinema quando o próprio cinema ainda engatinhava. É dele O gabinete das figuras de cera e O homem que ri.





8. Hans Weingartner
Nascido na Áustria, o diretor é uma das principais revelações do cinema alemão. São apenas quatro filmes em sua carreira, onde se destaca Edukators, produção que lhe projetou internacionalmente. Na seqüência ainda dirigiu obras premiadas, como Free Rainer e A Cabana.







9. Robert Wiene
Diretor de uma filmografia curta e muitas vezes ignorado quando se fala da história do cinema. No entanto, uma obra lhe torna merecedor de lembranças e referências: O gabinete do Dr. Caligari.








10. Fatih Akin

Apenas 41 anos e já um nome que se destaca como um dos melhores diretores alemães da nova geração. Fatih Akin se projetou com Contra a Parede, além do premiado Do outro lado. É dele, também, o curioso Soul Kitchen. Olho nele!

5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Meu caro Az!
    Apesar de estar um pouco sumido, continuo o mesmo chato de sempre!
    Achei curioso o 5º diretor da lista ter sido citado apenas com os 2 primeiros nomes quando, por conta de economia de espaço e/ou simplificação, geralmente o último sobrenome (R. W. Fassbinder) é o que prevalece (p. ex: F. F. Coppola, M. Night Shyamalan, Franklin J. Schaffner, Joseph L. Mankiewicz, P. P. Pasolini etc...).
    Mas, talvez isso seja apenas "um pequeno detalhe diante da eternidade da alma"! KKKKKK
    Muito mais importante, sem "A sombra de uma dúvida", é o 366filmesdeaz ter completado 3 anos de vida compartilhando tanta excelência!
    Vida longa ao 366... & um grande abraço!

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    1. Grande Django. É sempre uma satisfação enorme quando você aparece. Ainda mais no mês de aniversário do blog, do qual você faz parte dessa história, com suas contribuições, comentários, legendas, sugestões... Por isso que seu comentário já é um presente.
      E, atendendo ao conselho do mestre, já modifiquei o nome de Fassbinder... agora ele aparece como corretamente deveria ter aparecido.
      um forte abraço!!!!
      Az

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  3. Gostaria de encontrar lista dos filmes que mais tiveram público na Alemanha, França, Suíça, Inglaterra. Pode me indicar links de publicação desses rankings europeus? A ideia e ver o peso do cinema americano na Europa e comparar com o público das produções europeias.

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    1. Oi Miriam,
      pô, infelizmente não tenho nenhuma fonte que forneça esse tipo de informação. Não sei se no site do IMDB dá pra encontrar algo. Mas vou dar uma pesquisada, se achar algo te falo.
      abraço,
      Az

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