domingo, 28 de dezembro de 2014

129 – Ela (Her) – Estados Unidos (2013)


Direção: Spike Jonze
Em um futuro próximo na cidade de Los Angeles, Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) é um homem complexo e emotivo que trabalha escrevendo cartas pessoais e tocantes para outras pessoas. Com o coração partido após o final de um relacionamento, ele começa a ficar intrigado com um novo e avançado sistema operacional que promete ser uma entidade intuitiva e única. Ao iniciá-lo, ele tem o prazer de conhecer “Samantha”, uma voz feminina perspicaz, sensível e surpreendentemente engraçada. A medida em que as necessidades dela aumentam junto com as dele, a amizade dos dois se aprofunda em um eventual amor um pelo outro.


Drama futurista, ainda que contemporâneo.

Uma maravilhosa interpretação do ator Joaquin Phoenix, que consegue passar ao espectador todas as emoções que ele prendia no peito e que só o amor foi capaz de ir liberando.

O amor está em si ou no outro? É possível amar seres invisíveis? E, amando, eles não se materializam? E não são capazes de transformar quem ama?

Enfim, várias questões que Her nos permite fazer.

PS- Anteontem estava no bar com amigos e na mesa ao lado um homem, que deveria ter uns 30 anos, sentado "sozinho" com seu celular. Eles beberam 5 cervejas e quando o bar fechou, foram embora. É por essas e outras que Ela é contemporâneo.


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3 comentários:

  1. Eie AZ!
    Para começar Feliz Natal atrasado, mas ainda em tempo de pegar a promoção dos panetones.
    Eita! que filme “bão” para uma rodada de conversa, como foi bem costurado, e como você disse são tantas as facetas que ele aborda e tão complexa sua trama que não se pode elencar uma, sem levar em consideração o envolvimento das outras. Apesar que, por uns instantes, o filme parecesse lento e isso para o grande público é sinônimo de “chato”, o arrastar do tempo, a carga de levar a vida sem vida, a meu ver foi proposital, para atingir atmosfera que ele queria passar. A estética do filme me lembrou da melancolia surreal que acompanha fotografia do russo Oleg Oprisco.
    Ahhh!! E que dizer do amor? Esse mutante que já se mostrou de incontáveis modos, e ainda de quantas formas diferentes se irá nos mostrar, se irá fazer-se experimentar? E em quantas estaremos prontos para acolher?
    Imbricados a esse mutante, carregamos em nossa natureza o paradoxo de sermos completamente incompletos, perfeitamente imperfeitos, seguramente inseguros, certamente incertos, densamente etéreos, eternamente provisórios. Reinventamos o amor e ele nos reinventa
    Há quem diga todas as formas de amor valem a pena, porque o que vale é amar, entretanto há os que afiançam que o amor é uma flor roxa que só nasce no coração dos trouxas rsrsrsrs
    Mas melhor que falar de HER é dar parabéns pelo seu texto, que sorte a minha encontrar um blog com postagens tão boas, textos tão bem escritos e um “PS” que é quase uma pequena crônica, obra de olhar observador e atento. Parabéns cronista AZ
    E pra encurtar essa longa escrita, resta pedir que Oxalá e Iemanjá brinde com um 2015 banhado de luz, paz, saúde e sucesso para Você e os Seus. É o que desejamos Eu e os Meus.
    Um abraço e até 2015

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    1. Bom começar o ano brindando champanhe e suas palavras! O filme é tão bom, que permite ir até onde você foi, sobre o amor, o amar e os trouxas.
      Depois desse filme, noto como HER está por todos os lados. Não só na mesa do bar, mas nas ruas, nos ônibus e às vezes até lá em casa. Aliás, por aqui no blog também. :)
      Que 2015 nos traga mais amor, além de suas visitas com seus adoráveis textos longos.
      Um bom ano para você e pro seu pessoal, com todos os santos abrindo os caminhos.
      abraço,
      Az

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  2. Cara, que filme bonito. Não acredito que quem chegue a ele não se dê o trabalho de pensar em como está levando sua relação com outras pessoas. E não só as amorosas, mas as amigáveis.

    Outro ponto que achei fantástico é a relação dele com o carinha do trabalho. Há uma admiração que pode não ser mútua, mas descamba pra amizade e, como se trata de um futuro próximo, não passa por questões mais machistas, como passaria nos dias de hoje, mas me parece o resultado dos movimentos atuais: os homens, independente de suas preferências sexuais, estarão mais a vontade entre si.

    Grande abraço.

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