quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

01 – Mulheres e luzes (Luci del varietà) – Itália (1950)


Direção: Frederico Fellini; Alberto Lattuada
Trupe de saltimbancos que percorre a Itália no início dos anos 1950 é liderada pelo carismático Checco. Certo dia, Liliana, uma bela jovem do interior que sonha em ser atriz de sucesso, começa a fazer de tudo para entrar na companhia, chegando a seduzir Checco. Com isso, ela provoca ciúmes em Melina Amour e discórdia no resto do grupo. Estréia de Fellini na direção. A brasileira Vanja Orico (de ''O Cangaceiro'') participa do elenco.

O primeiro filme de 2014: Mulheres e Luzes, que foi o primeiro filme de Frederico Fellini.

O cineasta italiano tinha 30 anos quando o dirigiu, que já contava com a participação de sua musa Giulietta Masina, na época com 29 anos.

Em Luci del Varieta, Fellini já esboçava algumas das suas características futuras, como a trupe de personagens bizarros, a sensualidade e ousadia feminina e a miscelânea artística, com direito a espetáculos de dança e música. É possível perceber, também, uma sementinha do que viria a germinar Ensaio de Orquestra, além dos closes capazes de capturar de forma aguçada as expressões de Giulietta, recorrentemente utilizada pelo diretor em outros filmes, especialmente em Noites de Cabíria.

De um modo geral, Mulheres e Luzes é bem verde, se comparado ao restante da filmografia do gênio Fellini, o que é obviamente natural. Mas irretocável é a trilha sonora, digna de cineastas mais experientes, e que ainda conta com “Meu limão, meu limoeiro”, cantarolado pela brasileira Vanja Orico.


2014 começa bem!


E 2014 tem novidade: Cine Az. Um cineminha lá em casa, onde reúno os amigos para desfrutar da sétima arte - e depois, claro, os obrigo a comentar! A primeira convidada foi minha mãe, que assim comentou:

Se não me engano foi o primeiro filme de Fellini. Já começava a delinear os personagens que ficariam conhecidos como "fellinianos"... Um filme de arte, como todos os seus filmes, mostrando a simplicidade e a diversidade do mundo mambembe, com críticas veladas que é sua marca. Fotografias em branco e preto com muita luz, ou com falta dela, faz parte da sua linguagem. Muito bom filme.



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