sexta-feira, 31 de maio de 2013

50 - Menos que nada (idem) – Brasil (2012)


Direção: Carlos Gerbase
A trama gira em torno do tratamento de um doente mental internado há 10 anos num hospital psiquiátrico, onde foi deixado pela família e pelos amigos. Até que uma médica residente busca reiniciar o seu tratamento e tentar desvendar os motivos que lhe levaram à loucura.

Eu sou apaixonado pelo Rio Grande do Sul. E vibro a cada nova produção gaúcha como se fosse baiana.

Além disso, há uns 2 anos, tive a grata oportunidade de conhecer o diretor Gerbase. Simpática figura e, aparentemente, um ótimo professor.

Também acompanhei o blog do Menos que nada, durante a sua produção.

Talvez, por tudo isso, é que eu tenha me decepcionado tanto com o filme.




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quinta-feira, 30 de maio de 2013

49 - Fimfárum Jana Wericha (idem) – República Checa (2002)


Direção: Aurel Klimt; Vlasta Pospísilová
O filme é dividido em cinco histórias, cada uma derivada de uma lenda checa.

Mais um país novo no blog: República Checa.

Nessa produção, cujo título é um dos nomes mais estranhos que já vi, os diretores recorrem à animação em stop motion para representar algumas lendas e ditados checos.

Um filme simples, mas que encanta pela habilidade técnica e prende a atenção pela própria representação cultural desse país.


Eu, que não gosto muito de animações, aprovei esse filme.



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terça-feira, 28 de maio de 2013

48 - Fitzcarraldo (Fitzcarraldo) – Alemanha (1982)


Direção: Werner Herzog
Fitzgerald, fã de ópera, é conhecido como “Conquistador do Inútil”, por tentar realizar mega e inusitados empreendimentos, sem sucesso. É quando ele consegue o apoio para percorrer o alto Amazonas de navio, em busca de uma nova rota para transportar borracha.

O dia em que um alemão foi parar na Amazônia. Fitzcarraldo é uma espécie de Apocalypse Now dos trópicos. Sem a violência e “o horror, o horror” de Coppola, mas com a mesma insanidade de se meter mata à dentro e seguir o trajeto do rio.

Milton Nascimento de segurança de uma ópera e Grande Otelo como guardador de um trilho de trem abandonado já valem o filme.

Mas, Fitzcarraldo vai além. É uma daquelas obras em que a produção e o produto final são tão importantes quanto. Pensar “como o personagem fará para transportar esse navio” é paralelo a “como o diretor conseguiu filmar isso” ou “será mesmo que a produção fez tudo isso só para as filmagens”?

Enfim, Herzog foi tão louco quanto seu personagem. Tinha tudo para dar errado. Mas, teve sorte. Deu certo.


Recomendo esse texto, de Walter Salles, comentando sobre Osfantasmas de Fitzcarraldo e Aguirre.


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segunda-feira, 27 de maio de 2013

47 - Coronel Delmiro Gouveia (idem) – Brasil (1978)



Direção: Geraldo Sarno
No início do século, no nordeste brasileiro, pioneiro da indústria nacional é perseguido por se recusar a vender sua fábrica para industriais britânicos.
Delmiro Gouveia, uma espécie de “Mauá do Sertão”. Responsável por obras de industrialização no Nordeste, sobretudo fábricas e hidrelétricas.
Cravou o seu nome na história do Brasil, apesar de poucos o conhecerem – confesso minha ignorância em torno de sua figura.
O filme retrata a trajetória de Delmiro Gouveia, em um pequeno tesouro desconhecido do cinema nacional, trazendo nomes como Geraldo Sarno (direção e roteiro), Orlando Senna (roteiro), Thomas Farkas (produtor associado) e os atores Rubens de Falco, Jofre Soares, José Dumont, Nildo Parente e Harildo Deda. O cenário: Cachoeira, Riachão do Jacuípe e Pé de Serra – municípios do interior baiano.
Para saber um pouco mais sobre a biografia de Delmiro Gouveia, clique aqui.


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sábado, 25 de maio de 2013

46 - Lírio partido (Broken Blossoms) – Estados Unidos (1919)



Direção: D. W. Griffith
Cheng Huan é um missionário chinês que tenta passar os ensinamentos de Buda para os anglo-saxões. Quando vai para a Inglaterra, ele é recebido com a apatia que o país enfrentava e acaba por trabalhar em uma loja. Lá, ele conhece Lucy, uma jovem que apanha muito do pai.

Os brutos também amam. Até um diretor como Griffith é capaz de fazer um filme romântico. Pero no mucho, é verdade. Não é daqueles poéticos e que tiram suspiros. Pelo contrário, é carregado de brutalidade, dureza e sofrimento.

É uma mensagem de amor, ainda que a violência vença.

Lírio Partido não tem tanto preciosismo técnico e originalidade quanto O nascimento de uma nação e Intolerância, mas é um grande presente para a história do cinema.


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sexta-feira, 17 de maio de 2013

45 - Para Roma com amor (To Rome with love) – Estados Unidos (2012)



Direção: Woody Allen
O longa é dividido em quatro segmentos. Em um deles, um casal estadunidense (Woody Allen e Judy Davis) viaja para Roma para conhecer a família do noivo de sua filha. Outra história envolve Leopoldo (Roberto Benigni), um homem comum que é confundido com uma celebridade. Um terceiro episódio retrata um arquiteto da Califórnia (Alec Baldwin) que visita a Itália com um grupo de amigos. Por último, temos dois jovens recém-casados que se perdem pelas confusas ruas de Roma.

Woody Allen, cada vez mais repetitivo. Quem não acompanhou os trabalhos recentes do diretor, pode até se animar com esse filme. Mas quem viu os últimos, consegue perceber uma certa repetição em Para Roma com amor.

Continuo achando que se Allen parasse e se dedicasse durante uns 4 anos em apenas um projeto, o próximo lançamento seria um filme excelente. Mas, com essa produção industrial, de um filme por ano, o diretor tem errado a mão.


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quarta-feira, 15 de maio de 2013

44 - O primeiro dia (idem) – Brasil (1999)



Direção: Daniela Thomas; Walter Salles
Uma mulher desiludida e um bandido em fuga, às vésperas da entrada do ano 2000.
 
Logo após o estrondoso sucesso de Central do Brasil, Walter Salles surpreendeu com um filme muito mais simples, menos pretensioso, mas de grande sensibilidade.
O primeiro dia é uma espécie de presente que os diretores deram ao Rio de Janeiro, como que se dissesse “Feliz Ano Novo, Rio. Que o novo milênio traga paz para todos e para cada um de nós”. Tal como Eduardo Coutinho fez em seu Babilônia 2000.
Se o filme é tecnicamente limitado, há uma compensação com a habilidade na direção, um elenco de primeira e algumas cenas encantadoras.
O primeiro dia está fora das “grandes listas” do cinema nacional. Mas, tem o seu valor e merece ser visto.
E que ninguém mais morra nessa cidade, afinal de contas, o um vai virar zero, o zero vira dois, o dois vira um...




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segunda-feira, 13 de maio de 2013

43 - São Bernardo (idem) - Brasil (1971)



Direção: Leon Hirszman
Um mascate consegue se transformar em um próspero fazendeiro, só que ele é um homem torturado constantemente por suas obsessões e desconfianças. Baseado no romance homônimo de Graciliano Ramos.

Um filme necessário, sobre um livro importante, de um escritor indispensável.

Se São Bernardo deixa a desejar, por conta de suas limitações técnicas e atuações mais teatrais do que cinematográficas, os monólogos encantam e deixam qualquer um com vontade de re(ler) a obra de Graciliano Ramos.


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quinta-feira, 9 de maio de 2013

42 - Mr. Vingança (Boksuneun naui geot) – Coréia do Sul (2002)



Direção: Chan-wook Park
Ryu é um homem surdo-mudo que vive com sua irmã, uma jovem que precisa fazer um transplante de rim. Desesperado e disposto a tudo para salvar a vida dela, ele aceita doar um de seus rins, em troca da promessa de receber um outro que seja compatível com o dela. Mas Ryu é enganado pelos traficantes e acaba ficando sem nada. É quando surge Cha Yeong-mi, uma amiga ativista. Juntos, eles traçam um plano: sequestrar a filha de um poderoso e rico empresário chamado Park Dong-jim e, assim, obter o dinheiro necessário para o tratamento.

Pense numa obra-prima: Oldboy.

Mr. Vingança, que faz parte da trilogia, está alguns degraus abaixo. Mas, não deixa de ser um filme fantástico.

Chan-wook Park é um diretor diferenciado. Uma espécie de “Tarantino” do oriente.

Já que as palavras me fogem para descrever Mr. Vingança, recomendo que assistam – e, gostando ou não dele, não deixem de ver Oldboy, esse sim, genial!



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segunda-feira, 6 de maio de 2013

41 - O assalto ao trem pagador (idem) – Brasil (1962)



Direção: Roberto Farias
Baseado num caso real ocorrido no Rio de Janeiro em 1960, quando um bando atacou e assaltou o trem pagador da Central do Brasil. Armados, seis assaltantes levaram 27 milhões de cruzeiros e mataram um homem. O caso só foi encerrado um ano depois, com a prisão dos culpados.

Existem diversos filmes sobre grandes roubos, desigualdade social, racismo, favelas, heróis e vilões. O Assalto ao trem pagador é apenas mais um desses. E um dos melhores!

É possível ver na obra de Roberto Farias um tanto de western, com um bem elaborado assalto a um trem e muito dinheiro nas mãos dos assaltantes. Tal como em O Tesouro de Sierra Madre, a grana modifica o comportamento de cada um e as amizades vão cedendo à desconfiança. E tal como na maioria dos bang-bang, se torce para o “vilão” que, olhando bem de perto, não é tão mal assim.

Mas a aventura “faroéstica” de Trem Pagador se mescla com o drama urbano, das periferias das grandes cidades. Roberto Farias vai filmar a favela por dentro, em cima, em baixo, por todos os cantos. Sem muita caricatura e certeiro como quem sabe aonde pisa.

O assalto ao trem pagador é um dos melhores filmes nacionais já feitos. Uma fonte riquíssima para qualquer obra atual. Ele continua vivo, tal como seus personagens e favelas. É emocionante, belo, angustiante e empolgante. Honra o cinema brasileiro!



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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Top 10 - MAIO



22 de abril: data em que os europeus comemoraram o “Descobrimento do Brasil” e os índios lamentaram a invasão portuguesa. Abril seria o mês para homenagear a história brasileira, pegando o mote dessa data comemorativa. No entanto, achei mais oportuno homenagear os Direitos Humanos e, por conta disso, joguei para maio a homenagem ao Brasil.
O Top 10 desse mês traz alguns filmes que representam diversos períodos e que ajudam a contar um pouco a nossa história – ou pelo menos torná-la mais divertida. Abaixo, o Top 10 em homenagem ao Brasil:

Caramuru, a invenção do Brasil – Brasil (2001)
Direção: Guel Arraes
De uma forma bem humorada, Guel Arraes satiriza a história de Diogo Álvares Correia (Caramuru) e Catarina Paraguaçu. Caramuru foi um dos primeiros portugueses a chegar no Brasil, em 1509, após sua embarcação naufragar. Ele foi aceito pelos Tupinambás e passou a viver entre os índios, facilitando o contrato entre a tribo e navegantes europeus. Caramuru se casou com Paraguaçu e é considerado o fundador da cidade de Cachoeira, no recôncavo baiano.



Como era gostoso o meu francês – Brasil (1970)
Direção: Nelson Pereira dos Santos


 Em mil quinhentos e alguma coisa o viajante alemão Hans Staden foi capturado por canibais da tribo Tupinambá. Após conseguir escapar, voltou para a Alemanha e publicou o seu diário. Dessa inspiração nasceu o filme de Nelson Pereira dos Santos, uma grande obra, que aborda com bastante ironia e experimentalismo a relação entre um aventureiro e a tribo indígena pronta para lhe devorar. Uma interessante representação não-caricatural da relação entre índios e europeus. Um filme literalmente antropofágico.



Carlota Joaquina, princesa do Brasil – Brasil (1995)
Direção: Carla Camurati
Aos 10 anos Carlota Joaquina se casou com D. João VI, que veio a ser rei de Portugal e de suas colônias, incluindo o Brasil. Ela também foi mãe do imperador Dom Pedro. Mimada, a jovem rainha possuía um temperamento agressivo, sobretudo contra o seu marido, inclusive tentando derrubá-lo para tomar o poder. Ao contar a história de Carlota Joaquina, o filme faz uma representação do período colonial no Brasil.



Mauá – o imperador e o rei – Brasil (1999)
Direção: Sergio Rezende
Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, foi considerado um dos maiores empreendedores do Brasil. Sua visão desenvolvimentista impulsionou no país uma série de obras, como a construção da primeira ferrovia brasileira; instalação de iluminação pública a gás no Rio de Janeiro; criação do primeiro Banco do Brasil; além de explorar comercialmente regiões como a Amazônia e até o Uruguai. A história do Barão de Mauá se confunde com a história dos primeiros movimentos desenvolvimentista-capitalista da segunda metade do século XIX no Brasil.


Narradores de Javé – Brasil (2003)
Direção: Eliane Caffé
O filme não é sobre nenhuma cidade “real”, mas Javé pode ser qualquer uma. Pode ser qualquer povoado brasileiro que sumiu do mapa com o surgimento de hidrelétricas, megaprojetos e metrópoles. E a sua história, contada/inventada na base da oralidade é similar ao de muitas que existem por aí, feitas na base da criatividade e memória de seu povo. Narradores de Javé é um pouco de muitas cidades que ficaram no passado brasileiro.



O que é isso, companheiro? – Brasil (1997)
Direção: Bruno Barreto
Representação de um fato marcante ocorrido durante a Ditadura Militar: o seqüestro do embaixador estadunidense no Brasil, em 1969. Charles Burke foi seqüestrado pelo grupo MR-8, que resistia ao regime ditatorial. Nomes como Franklin Martins e Fernando Gabeira participaram dessa ação, que teve o objetivo de negociar a liberdade de presos políticos, alguns deles presos pelos militares durante o famoso Congresso da UNE.



Muito além do Cidadão Kane – Grã Bretanha (1993)
Direção: Simon Hartog
O documentário realizado pelo canal televisivo britânico Channel 4, conta um pouco da história da mídia e o poder no Brasil. O filme mostra como se deu o processo de crescimento da TV Globo, se utilizando de manobrar ilícitas com os governantes do período da Ditadura Militar, como por exemplo Antonio Carlos Magalhães, para construir o seu império. Seu poder de influência na sociedade e na vida das pessoas também é mostrado, em uma situação que não difere muito dos tempos atuais.



Central do Brasil – Brasil (1998)
Direção: Walter Salles
Da Central do Brasil no Rio de Janeiro para o interior nordestino. O filme de Walter Salles traça pontes entre regiões, pessoas e sociedades. Um pouquinho de Brasil e de brasileiros!






Encontro com Milton Santos ou o Mundo global visto do lado de cá – Brasil (2006)
Direção: Silvio Tendler
Como o nome já diz: é sobre o mundo globalizado, a partir do olhar de Milton Santos. É a compreensão da sociedade brasileira, levando em consideração uma análise global e como estamos inseridos nesse contexto. Teses e idéias do geógrafo baiano, que com sua sensibilidade e inteligência traça um perfil do que somos diante do mundo.





Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro - Brasil (2010)
Direção: José Padilha
Polícia. Milícia. Deputados. Governo. Mídia. Uma representação muito próxima da realidade, mostrando que o buraco da violência no Brasil está muito mais em cima. É a indústria do crime contada por um dos maiores filmes do país.





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