terça-feira, 16 de julho de 2013

64 - Viajantes e Mágicos (Travellers and Magicians) – Butão (2003)


Direção: Khyentse Norbu
Dondup, morador do interior do Butão, tem a chance de ir para os EUA se conseguir chegar na capital de seu país em dois dias. Depois de perder o ônibus, ele pega carona com um grupo exótico de personagens, que o acompanharão na jornada.

Butão! Um país que somente há cinco anos saiu de uma monarquia absolutista para uma monarquia constitucional. 38 mil km2 e uma população que não chega nem a 1 milhão. 90% de seus habitantes vivem da agricultura. Entre a China e a Índia, ele está lá, com suas montanhas e florestas belíssimas.

Viajantes e Mágicos nos proporciona uma amostra grátis das belas paisagens de Butão e da cultura de seu povo. É, portanto, um filme que já atrai por apresentar ao espectador um cinema totalmente desconhecido, de um país que muita gente nem deve saber que existe.

Mas, além disso, ele é muito bem produzido. O “road movie” vai agregando personagens de diferentes personalidades e objetivos. E com tantas dificuldades e esperanças eles vão seguindo viagem. Por fim, o espectador percebe que não foram apenas os personagens que viajaram. A bela fotografia, de belíssimas paisagens, é uma viagem à parte.


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6 comentários:

  1. Sensacional! Valeu muito esta postagem! Seu blog é demais!
    abs

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  2. Valeu Cal! Te agradeço pelo comentário.
    abraço

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  3. Que belo filme para ser o primeiro ano, talvez outro, não fosse tão apropriado para refletir sobre o agora e o futuro, ser e os possíveis vir a ser conduzidos pelos nossos desejos.
    Estradas, Caminhos por trazerem uma simbologia muito forte acabam por serem recorrentes em muitos filmes. Entretanto, um filme rodado nas estradas de um país que adota o FIB (índice de felicidade interna bruta) e tendo um diretor budista já predizia que esse filme ia ser bem mais que especial.
    Gostei como o filme foi costurado, intercalando e cortando a história de uma maneira original, a narrativa nos fez ouvintes da história, a fotografia um presente encantado.
    As analogias que o filme oferece são muito boas, porque seja qual força que move a todos nós, é certo (rsrsrs, penso eu) é que vivemos embrulhados entre ilusão e o real de nossas histórias pessoais e estamos na estrada do fazer nossos destinos(seja para cumpri-lo ou criá-lo).
    Penso que, algumas vezes, acabamos por nos tornar obcecados por realizar coisas que nem temos bem a noção do porque queremos fazer, quando não estamos apenas nos deixando levar por interesses que não são tão prioritários à nossa felicidade.
    Para esse 2014 novinho cheio de dias a serem preenchidos por nossas experiências, o filme deixa a dica: se buscarmos a felicidade que estiver fora de nós, estaremos sempre numa estrada que não levará a lugar algum. Viver é a jornada que diz mais do como se escolheu caminhar do que por onde caminhar e o melhor caminho a ser trilhado, talvez não seja o do desejo, mas aquele por onde nosso coração bate forte e faz sorrir quem nos rodeia.
    O Butão já era marcado pela minha curiosidade há muito tempo, ter retornado através do filme certamente é um lembrete para rever meus projetos e seguir pelos caminhos onde bate o coração.
    Valeu pela postagem, pelos filmes que nos faz viajar.
    Vida longa ao blog
    Abraços

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    1. Sempre bom começar o ano viajando... e de preferência não parar mais.
      O Butão também é um país que já me intrigou, desde que eu vi um daqueles programinhas televisivos de turismo, há muitos anos atrás. Também pude "retornar" ao Butão através desse filme, que é realmente lindo, mágico.
      Mais uma vez te agradeço por complementar a viagem do filme, com seus comentários.

      Sobre o "Quanto vale ou é por quilo", sem dúvida um filme forte, indispensável. Ele já teve por aqui, sim, mas no Top 10 de Novembro, dedicado ao dia Da Consciência Negra!

      :)

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  4. Parte II do comentário
    Segundo filme do ano é um nacional que arrastou o pensamento da cordilheira do Himalia e me lembrou dos comentários que fizemos a alguns filmes atrás.
    Não sei se já assistiu, mas ainda não postou aqui, então, por isso nada vou comentar, fica a dica “Quanto vale ou é por quilo” do Sérgio Bianchi. Não traz novidade, mas a ironia como foi apresentado fez o diferencial.
    Abraço

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  5. Não consegui baixar :( poderia me enviar o link? edreal@bol.com.br edu vlw!

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