segunda-feira, 22 de abril de 2013

37 - Moonrise Kingdom (Moonrise Kingdom) – Estados Unidos (2012)



Direção: Wes Anderson
Na Nova Inglaterra dos anos 1960, um menino e uma menina - ambos escoteiros - se apaixonam e resolvem fugir. A população da cidade, sob o comando do escoteiro mestre, então organiza uma busca pelos dois, e o lugar acaba virando de cabeça para baixo.

O amor nos tempos do pragmatismo e dos diálogos secos.
No mundo sem fantasia, sem espaço para oscilações sentimentais e onde os sonhos e as aventuras são abortadas desde criança.
Wes Anderson dá vida a uma casa de bonecas, liga os elementos de uma orquestra sinfônica e deposita sua esperança em Moonrise Kingdom. Ainda que o pragmatismo quebre todos os encantos, ainda resistirá um pedaço de praia pronto para ser desbravado por aqueles que não desistiram de sonhar.
Wes Anderson, cada vez mais excêntrico. Pelo visto, ele também não desistiu de fantasiar enquanto dirige minuciosamente cada cena. A minúcia necessária para não quebrar a sua frágil casa de bonecas, nem errar a nota da canção.


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6 comentários:

  1. Parabéns pelo seu blog.
    Estou sempre de olho e eu gosto muito!
    Abraço a todos.

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    1. Valeu, Fred! Brigadão pelo comentário. Que bom que o blog está agradando...
      abraço!
      Az

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  2. Olá Az
    Tá certo, é uma fábula de amor, atores de peso, diretor conceituado, uma estética cuidada, adultos crianças e crianças adultas aliados a uma época em que inocência guarda a “credibilidade” de se ser inocente, tudo encanta. Penso que juntos isso é quase uma barbada para um filme atender as expectativas. Então, o que resta falar sem atrair a zanga daqueles que gostam de filmes de “delicate entertainment”?
    A cena de Suzy lendo para os escoteiros lembrou-me de Wendy lendo para Peter Pan e as crianças da Terra do Nunca. Acho que prefiro este porque simpatizo com a Sininho (risos).
    Não posso negar que tenho certa implicância com filmes de crianças e bichos (em publicidade é quase um golpe baixo que sempre funciona). Não que não goste, teria muitos para enumerar que gostei. No entanto, o apelo é grande para que no fim das contas a razão ceda, e uma emoção (de qualidade duvidosa) nos deixe enternecidos com a cumplicidade de nossa criança interior aventureira.
    Enfim, seja pela lua cheia, pela acidez, acho que a criança que habita aqui deve ter, de novo, lambido limão com sal, e a adulta cá tenha feito uma leitura míope e com isso se deixado levar pela pasteurização que apresentou, sem levar em consideração, se tenha havido, o filme era uma ironia a "higienização" e "limpeza" presente nas fábulas. Por um ou por outro como boa cinéfila, nós agradecemos a postagem.
    Um Abraço.
    Soli

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    1. Eita, o que dizer agora?
      Bem, pra variar, concordo com você. De fato o filme se aproxima dessa ideia que você traz, próximo de uma criança que compra uma McOferta interessada pelo brinquedo que está lá fabulosamente ofertado a ele.
      Acho que o filme de Wes Anderson faz um pouco isso e o lanche é menos interessante que o brinquedo. Gostei do brinquedo, mas achei o lanche sem sal. É um filme bonitinho, mas vazio.

      Fiquei com o encanto da fábula (higienizada ou suja) e da bem articulada fotografia do filme, e admito que meu lado criança foi persuadido por Wes Anderson.

      Mais uma vez obrigado pelo seu olhar sensível e crítico!
      Abraço
      Az

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    2. pq que quando eu vou ver o filme ele tá tipo sem legenda?

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    3. Tem que ver qual o programa você utiliza. Eu costumo assistir no Media Player Classic e antes de abrir o filme é preciso que o arquivo do filme e o da legenda estejam na mesma pasta e com o mesmo nome. Faz esse teste, pra ver se funciona...

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