quarta-feira, 17 de abril de 2013

35 - Osama (Osama) – Afeganistão (2003)



Direção: Siddiq Barmak
Mãe oprimida pelo regime Talibã no Afeganistão muda a aparência de sua filha para que ela se pareça com um garoto e possa trabalhar para sustentar a família.

Por fazer parte de um discurso ocidental anti-Talibã que ganhou força após o “11 de Setembro dos Estados Unidos”, fica difícil saber até onde Osama é uma representação fiel sobre a sociedade afegã e a situação das mulheres. No filme elas são oprimidas, proibidas de trabalhar, de exibir seus corpos e de atuar politicamente, além de serem tratadas como mercadorias.

Se realmente é assim que funciona pelas bandas de lá, eu não duvido. Se aqui no Brasil tem deputado, eleito por mais de 200 mil pessoas, que acha que a mulher não deveria ter o mesmo protagonismo que os homens, pois isso colocaria em risco a família e estimularia a homossexualidade, imagine no Afeganistão.

Infelizmente, é isso que dá quando dogmas religiosas precedem o Estado de Direito; quando o poder público é contaminado por instituições religiosas, corrompendo sua laicidade; e quando líderes religiosos ocupam o Estado e barram direitos que deveriam ser universais.

Espero que esse panorama não dure muito no... Afeganistão.



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