segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

366 - Z (Z) – França (1969)



Direção: Costa-Gavras
Roteiro: Costa-Gavras; Jorge Semprún; Vassili Vassilikos
Deputado de esquerda morre, vítima de um acidente. Jovem juiz investiga e descobre indícios de uma grande conspiração para assassiná-lo, envolvendo polícia e membros do poder. Baseado no caso Lambrakis, ocorrido na Grécia em 1963.

Nada mais cinematográfico do que terminar com um belo clichê.
E nada mais clichê para um blog de Az do que começar com À prova de morte e terminar com um puro e simples Z.
Esse filme de Costa-Gravas foi indicação de meu amigo Danilo, que teceu grandes elogios e me deixou bastante curioso. E ele estava certo. O filme é realmente muito bom, um dos melhores filmes políticos que eu já vi.
A sequência final é um verdadeiro ápice e coincide justamente com a sequencia final dos 366 filmes de 2012.
O final de Z e o Z no final foram extremamente oportunos.
Ufa!
366 filmes. Adeus 2012, que venha 2013.
Me despeço desse ano e desejo a todos que acompanharam essa jornada um grande abraço e um desejo de que o novo ano seja melhor do que esse que passou.



E “Z” em grego significa “ele ainda está vivo”. Talvez um bom sinal para esse blog em 2013.


Minha nota: 8,6
IMDB:  8,1
ePipoca: 9,1

Sugestão: O homem de ferro

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domingo, 30 de dezembro de 2012

365 - Intolerância (Intolerance) – Estados Unidos (1916)



Direção: D. W. Griffith
Roteiro: D. W. Griffith; Anita Loos; Walt Whitman; Frank Woods
Com ''Intolerância'', conta quatro histórias ocorridas em épocas diferentes. A narrativa transcorre em quase 3 mil anos, registrando a opressão através dos tempos. ''A Queda da Babilônia'', ''A Crucificação'', ''O Massacre da Noite de São Bartolomeu'' e as lutas modernas entre o capital e o trabalho. Todos esses temas continham apelos universais que deram ao filme um grande sucesso, particularmente por causa dos enormes cenários.

Intolerância não é um filme para se ver de qualquer jeito. Ele é cansativo e denso.
No entanto, é uma grande referência para o cinema.
Griffith o que tinha de racista sem-vergonha, tinha de genialidade cinematográfica. O cara era um visionário. Em 1916, com o cinema engatinhando, ele já era capaz de produzir uma obra não-linear, com quatro histórias sendo desenvolvidas, de épocas distintas. Isso sem falar no audacioso trabalho de produção, com batalhas e diversos figurantes para dar conta.
Intolerância fica cravado na história do cinema mundial, graças à sua importante contribuição e ousadia.


Minha nota: 7,0
IMDB:  7,9
ePipoca: 4,8


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364 - Abutres (Carrancho) – Argentina (2010)



Direção: Pablo Trapero
Roteiro: Pablo Trapero; Alejandro Fadel; Martín Maurequi; Santiago Miltre
Advogado especialista em lucrar com o mercado de indenizações de vítimas de trânsito passa a repensar seu trabalho quando se apaixona por uma jovem médica que cuida dos feridos em acidentes.

Cinema argentino. Adivinha!? Darín!!!
Já o enredo, é bem interessante, com o ator argentino interpretando um “abutre”, ligado a um escritório de advocacia que ronda os prontos-socorros em busca de clientes em casos contra seguradoras. Um trabalho decadente, mas onde ele encontra a possibilidade de redenção justamente ao se apaixonar por uma socorrista.
Apesar do final previsível, a história é envolvente e a atuação de Ricardo Darín e Martina Gusman trazem uma naturalidade especial aos personagens, que resulta em um filme muito bom de se assistir.
Um texto legal sobre Abutres: Cinema, a arteda emoção.


Minha nota: 7,6
IMDB:  6,8
ePipoca: 6,3

Sugestão: Elefante branco

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363 - Quebrando o tabu (idem) – Brasil (2011)



Direção: Fernando G. Andrade
Roteiro: Fernando G. Andrade; Ricardo Setti; Thomaz Correa; Bruno Módolo; Rodrigo Oliveira; Carolina Kotscho
Há 40 anos os EUA levaram o mundo a declarar guerra às drogas, numa cruzada por um mundo livre de drogas. Mas os danos causados por elas nas pessoas e na sociedade só cresceram. "Quebrando o Tabu" é um convite a discutir o problema com todas as famílias.

Mais um manifesto positivo para quem defende a revisão das políticas de combate às drogas.
Quebrando o tabu traz questões que qualquer um sabe (ou pode saber), mas muitas vezes despreza: as drogas sempre foram consumidas pelas mais diversas civilizações, em toda a história da humanidade – aliás, substâncias que estimulam o prazer e alteram o estado normal de consciência eram sagradas até pelos cristãos, numa época em que a cultura do vinho era forte. O filme também traz algumas estatísticas e depoimentos de ex-presidentes que assumem os erros cometidos ao priorizar uma política de guerra às drogas, em detrimento da paz – nesse modelo de enfrentamento, o consumo só aumentou, a violência só cresceu e a sociedade só perdeu.
O principal problema do filme é trazer uma visão e uma experiência muito eurocentrista e estadunidense. O pouco que se aproximou da realidade brasileira foi durante algumas falas de Dráuzio Varelar. Mas também, esperar o que de um filme produzido por Luciano Huck e capitaneado por Fernando Henrique Cardoso?
Minha opinião pessoal: qualquer ser humano com o mínimo de consciência é capaz de compreender que toda essa política de repressão não deu certo no país; nem no mundo; nem em época nenhuma. Portanto, é preciso mudar. Que peguemos os exemplos de países mais progressistas como a Holanda e até mesmo o conservador Uruguai, que com o presidente Mujica vem implantando novas experiências em relação à política de drogas.
Ou seja, está na hora de acabar com a hipocrisia e reconhecermos que tais substâncias fazem parte da nossa cultura e assumirmos os prazeres e riscos disso.
Afinal de contas, assim não dá, assim não pode.


Minha nota: 7,7
IMDB:  7,3
ePipoca: 8,8


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sábado, 29 de dezembro de 2012

362 - Andrei Rublev (Andrey Rublyov) – União Soviética (1966)



Direção: Andrei Tarkovsky
Roteiro: Andrei Tarkovsky; Andron Mikhalkov-Konchlovsky
Andre Rublev é um pintor de ícones na Rússia do início do século 15, encarregado de pintar as paredes da Catedral da Anunciação. Ele trabalha sob a direção do mestre grego Teófanes, atormentado pela crueldade da época - que atribui à ira do céu -, enquanto Rublev acredita no livre arbítrio.

Não foi fácil assistir as três horas e meia de filme. Tive que parar e continuar umas quatro vezes. Essa quebra, sem dúvidas, atrapalhou a minha percepção da obra.
Fico em dívida com Andrei Rublev, mas contente porque mesmo assim eu consegui ver uma obra belíssima, cuidadosa e tecnicamente engenhosa.
A Rússia de séculos passados misturada com a arte de Rublev dão vida ao filme que, por sua vez, dá vida a esse curioso artista. A fotografia do filme é tão bonita quanto as pinturas de Rublev. Inevitável não querer pesquisar sua arte!


Minha nota: 7,3
IMDB:  8,2
ePipoca: 6,1

Sugestão: O sétimo selo

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

361 - O riso dos outros (idem) – Brasil (2012)



Direção: Pedro Arantes
Roteiro: Pedro Arantes
Existem limites para o humor? O que é o humor politicamente incorreto? Uma piada tem o poder de ofender? São essas questões que o O Riso dos Outros discute a partir de entrevistas com personalidades como os humoristas Danilo Gentili e Rafinha Bastos, o cartunista Laerte e o deputado federal Jean Wyllys, entre outros.

Um documentário interessante, que aborda um tema bastante válido: o humor e seus desdobramentos.
São diversos depoimentos de figuras que são referência no humor atual e que respondem aos questionamentos sobre o preconceito contido nas piadas e o seu potencial de agredir, ofender, estereotipar, alimentar o preconceito, respaldar um discurso e fazer rir.
Algumas falas e argumentos são de tirar o chapéu.
No entanto, me incomodei com a direção do filme. O diretor fez algo que eu considero desonesto, pois apresenta uma roupagem “imparcial”, com diversos depoimentos e personagens diversos, como se a diversidade respaldasse a “democracia” das opiniões. No entanto, sua montagem é sutilmente construída para privilegiar o seu ponto de vista e desvalorizar as opiniões contrárias.
Quem entende um pouco de montagem cinematográfica ou estudou jornalismo, entenderá melhor o que eu estou tentando dizer, após ver o filme.
Mas, superando esse probleminha, é possível refletir com autonomia sobre todo o conteúdo e divergência de opiniões apresentadas no documentário Vale à pena!


Minha nota: 7,1
IMDB:  -
ePipoca: -

Sugestão: Um lugar ao sol

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360 - Memórias de um assassino (Salinui Chueok) – Coréia do Sul (2003)



Direção: Joon-ho Bong
Roteiro: Joon-ho Bong; Kwang-rim Kim; Sung Bo Shim
Província de Gynnggi, Coréia do Sul. O corpo de uma jovem brutalmente assassinada é achado pela polícia. Dois meses depois, em outro lugar, a brutalidade se repete. Em um local onde isso nunca havia acontecido, os tiras se deparam com crimes cometidos por um assassino em série. Começa então uma interessante investigação liderada pelo detetive Park Du-Man.

Coréia do Sul, 1986, vida real. Um serial killer assassina diversas mulheres, causando pânico na cidade.
Memórias de um assassino faz a representação desse trágico episódio, colocando três investigadores para tentar decifrar os crimes e achar o culpado.
Um ótimo filme, no melhor estilo “detetive” e mais uma grata surpresa vinda da Coréia do Sul.


Minha nota: 7,9
IMDB:  8,1
ePipoca: -

Sugestão: Oldboy

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Torrent + Legenda (zippyshare)

359 - As duas faces de um crime (Primal fear) – Estados Unidos (1996)



Direção: Gregory Hoblit
Roteiro: William Diehl; Steve Shagan; Ann Biderman
Jovem coroinha é acusado de assassinar padre, o que provoca escândalo no clero. Dado o caráter sensacionalista do caso, advogado ambicioso vê oportunidade de aparecer e abraça o caso.

Algo me dia que eu já tinha visto esse filme, quando criança. Mas felizmente a minha memória é péssima e eu sou capaz de rever qualquer coisa sem saber o final.
De qualquer forma, acho que todos os bons filmes de tribunal que eu já vi são da década de 1980 e 1990, sem falar nos clássicos. Será que não fazem obras do gênero tão boas atualmente ou sou eu que não achei nenhum recentemente.
As duas faces de um crime é daqueles com advogados de capa e oportunistas. Clichê e original. Um filme excelente, que prende o espectador e fecha em grande estilo.


Minha nota: 8,0
IMDB:  7,6
ePipoca: 9,1

Sugestão: O veredito

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

358 - Ainda orangotangos (idem) – Brasil (2007)



Direção: Gustavo Spolidoro
Roteiro: Gustavo Spolidoro; Paulo Scott; Gibran Dipp
Durante 14 horas de um dia quente de verão, quinze personagens transitam pelas ruas e prédios de Porto Alegre. Um dia mais que normal na capital gaúcha, em um único plano-sequência de 81 minutos.

Um dia em Porto Alegre, percorrido por um único plano-sequencia de cerca de 80 minutos.
Uma obra extremamente ousada, baseada em uma história insanamente interessante.
Um filme de gaúchos para gaúchos (e todos que amam essa terra, como eu), que infelizmente peca pelo excesso de coloradismo (carece de personagens gremistas), mas compensa com um pequeno passeio pela cidade.
Fico só pensando: e se no minuto 40 o diretor tem vontade de fazer xixi, ou a atriz esquece a fala, ou um dos assistentes tropeça?
Por conta disso, me recordei de um trabalho de escola que nos tempos de outrora eu fiz com meus colegas. A gente gravava um vídeo para apresentação, mas em uma determinada cena tivemos problemas, pois o nosso colega/ator não conseguia falar o texto sem dar risada. Rodamos diversas vezes e nada. Até que já estávamos impacientes e finalmente ele conseguiu falar normalmente. Eis que perto de terminar a cena chega a sua vó e, sem perceber que estávamos gravando, larga um “Oi Guga, tudo bem? Cadê sua mãe tá lá em cima?”. Não sentimos ódio porque caímos na gargalhada e recomeçamos a gravação.
Mas, se esse drama aconteceu durante um mero vídeo escolar, imagine se algo parecido acontecesse no meio da gravação de Ainda orangotangos, rodado todo em um único plano-sequencia!? Se aparecesse uma “vó” dessas no caminho, tenho certeza que acabaria em assassinato.
Parabéns Gustavo Spolidoro e toda a sua equipe por ter conseguido realizar um trabalho tão desafiador!


Minha nota: 7,3
IMDB:  6,9
ePipoca: 6,9

Sugestão: Sal de prata

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

357 - A felicidade não se compra (It´s a wonderful life) – Estados Unidos (1946)



Direção: Frank Capra
Roteiro: Frank Capra; Philip Stern; Frances Goodrich; Albert Hackett; Jo Swerling; Frank Capra
Na véspera do natal, George Bailey está à beira do suicídio quando um anjo da guarda é enviado com a missão de ajuda-lo.

Meu segundo filme de Frank Capra e já percebo o quanto ele foi influente para Hollywood. Sua leveza no enredo e finais felizes são inspiradores para diversas obras posteriores. Podem não ser pioneiros, mas possuem sua originalidade.
Em A felicidade não se compra é difícil não se lembrar de Um homem de família – o dia de Natal e a “outra vida” do personagem são muito semelhantes. Certamente o diretor Brett Ratner conferiu a obra de Capra. Aliás, bem provável que todos os filmes com “espírito natalino” e que carregam consigo a mensagem “de que o que realmente importa nessa vida não é o dinheiro, mas o amor e as amizades” tenham, de alguma forma, se inspirado em A felicidade não se compra.
E, milagre ou não, vi esse filme bem na véspera de Natal. Uma saudável coincidência e mais uma boa obra de Capra.


Minha nota: 7,5
IMDB:  8,7
ePipoca: 9,8


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356 - Landscape n.2 (Pokrajina St.2) – Eslovênia (2008)



Direção: Vinko Moderndorfer
Roteiro: Vinko Moderndorfer
Os ladrões Sergej e Polde roubam uma valiosa pintura chamada "Landscape No.2". Coincidentemente, Sergej também acaba colocando no pacote um documento secreto datado de antes do final da Segunda Guerra. Um homem conhecido como Instrutor é destacado para recuperar a pintura e o documento roubados, mas isso irá desencadear uma diabólica trama do passado.

É interessante observar a temática da guerra sendo recorrente nos filmes do Leste Europeu. Seja comédia, drama ou ação, lá está o pano de fundo bélico.
Em Landscape, um roubo inicial conduz o restante da história. Em jogo está o quadro roubado e documentos reveladores, capazes de comprometer generais da segunda guerra.
O filme não é muito diferente dos habituais do gênero. Mas possui uma trama um pouco original, justamente por dialogar com um fato supostamente real.


Minha nota: 6,9
IMDB:  6,6
ePipoca: 1,7

Sugestão: O assaltante

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355 - Mariposa negra (Mariposa negra) – Peru (2006)




Direção: Francisco J. Lombardi
Roteiro: Alonso Cueto; Giovanna Pollarolo
Jovem está prestes a se casar com um importante promotor público. Mas ele é encontrado morto, o que deixa a mulher completamente sem rumo. Somente com a ajuda de um jornalista veterano, que desconfia ter algumas pistas, ela consegue encontrar forças para tentar desvendar o crime.

Uma trama interessante, envolvendo jornalistas chinfrins, uma professora com sede de vingança e o alto escalão do governo peruano.
Algo não muito diferente do que estamos acostumados: políticos envolvidos com a imprensa e um Judiciário corrupto. E lá se vai a inocente professora, mexer com todo esse poderio, em busca de recuperar o sentido de sua vida, perdido quando parte dela foi assassinada.
O problema é que as cenas duram mais do que precisariam. É um filme em que o argumento é bom, mas o roteiro não dá conta, esticando muitas sequências e prejudicando o ritmo da história. Têm muitos altos e baixos, mas é palatável.


Minha nota: 6,6
IMDB:  6,6
ePipoca: 2,6

Sugestão: Elefante branco

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

354 - Soul Kitchen (Soul Kitchen) – Alemanha (2009)



Direção: Fatih Akin
Roteiro: Fatih Akin
Zinos é o jovem proprietário do restaurante Soul Kitchen. O negócio não anda muito bem das pernas porque os clientes não aprovam o novo chefe de cozinha. Para piorar, a namorada Nadine decidiu se mudar para Xangai e Zinos está sofrendo por isso.

Um filme divertido, apesar das doses de humor barato que não são lá tão engraçadas.
Bom para uma tarde cinzenta, em que o conforto da cama pede algo leve e descontraído.
Ótima trilha sonora, boas atuações e uma culinária apetitosa. O roteiro é que deixa um pouco a desejar e o filme acaba se equivalendo a qualquer comédia estadunidense de Tela Quente - o que pode ser bom ou ruim, a depender do estado de espírito no dia.


Minha nota: 7,2
IMDB:  7,2
ePipoca: 5,6

Sugestão: Fandango

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353 - Laços de ternura (Terms of Endearment) – Estados Unidos (1983)



Direção: James L. Brooks
Roteiro: James L. Brooks; Larry McMurtry
História de duas mulheres cativantes, mãe e filha, inesquecivelmente interpretadas por Shirley MacLaine e Debra Winger.

Quando eu ouvi a musiquinha da trilha sonora, logo nas primeiras cenas, eu pensei “esse é daqueles filmes em que o diretor apela pra fazer os bestas chorarem no final”.
Pois é. Digamos que o diretor James Brooks conseguiu me fazer de besta.


Minha nota: 8,2
IMDB:  7,3
ePipoca: 8,9

Sugestão: O abraço partido

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352 - Canções do segundo andar (Sånger från andra våningen) – Dinamarca (2000)



Direção: Roy Andersson
Roteiro: Roy Andersson
É noite em algum lugar do Hemisfério Norte. Naquela cidade, uma série de estranhos incidentes está acontecendo. Aparentemente, uns não se relacionam com os outros.

Nada contra filmes confusos. Pelo contrário, eu até gosto e adoro metáforas.
Mas esse foi demais pra mim.
Talvez eu precise assistir umas 5 vezes para “chegar lá”. Talvez, nem assistindo infinitamente.


Minha nota: 5,3
IMDB:  7,5
ePipoca: 9,7

Sugestão: Partner

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

351 - Mais um ano (Another Year) – Inglaterra (2010)



Direção: Mike Leigh
Roteiro: Mike Leigh
Passadas várias estações, um casal tem conseguido manter a estabilidade emocional e a felicidade do dia a dia, mesmo quando seus amigos ao redor têm dificuldades para encontrar a felicidade.

Há quem não goste do estilo de Mike Leigh, por achar o ritmo lento, linear, onde as coisas demoram para acontecer (se é que acontecem).
No entanto, eu gosto do seu estilo. Seus temas são recorrentemente existenciais e a forma com que ele aborda gera um grau de realismo espetacular. As ações e reações dos personagens são extremamente naturais, como se fossem registros de vida real.
E, tal como nossas vidas, o filme segue uma linearidade, sem grandes emoções ou reviravoltas. As coisas simplesmente vão acontecendo, em um somatório de ações que estão ou não sob o nosso controle e que se acumulam e constroem a nossa identidade, nosso emocional, nossas relações e nossa (in)felicidade.
Gostei muito de Um ano mais, mesmo compreendendo quem não goste.

...
Referência ao Brasil:
Em uma cena, a personagem presenteia sua amiga com uma garrafa de vinho argentino:
- É porque vocês estiveram lá. Vocês não foram para a Argentina?
- Não, não fomos.
- Não?
- Tom foi para o Brasil, cavar seus buracos.


Minha nota: 8,0
IMDB:  7,4
ePipoca: 2,6

Sugestão: Nu

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350 - Uma história real (The straight story) – Estados Unidos (1999)



Direção: David Lynch
Roteiro: John Roach; Mary Swewney
Homem de 73 anos sai em uma longa jornada pelos EUA para encontrar com seu irmão, que está doente.

Em 1966, Alvin Straight, com 46 anos, pegou o seu cortador de grama e pôs na estrada, com o objetivo de percorrer 390 km para reencontrar o seu irmão.
Pronto, daí já nasce uma história.
E dessa história, um belo filme.


Minha nota: 7,0
IMDB:  8,0
ePipoca: 9,1

Sugestão: O homem elefante

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domingo, 23 de dezembro de 2012

349 - Vidas secas (idem) – Brasil (1963)



Direção: Nelson Pereira dos Santos
Roteiro: Nelson Pereira dos Santos
Família de retirantes, Fabiano, Sinha Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia, que, pressionados pela seca, atravessam o sertão em busca de meios de sobrevivência.

Uma representação fiel e quase total de uma das maiores obras da literatura brasileira.
Vidas Secas é um livro obrigatório.
Graciliano Ramos conseguiu, com papel e palavras, transmitir uma secura geográfica e humana que poucos teriam a sensibilidade de conseguir. No filme homônimo, Nelson Pereira dos Santos encontra um pouco mais de dificuldades para atingir esse nível, mesmo se valendo de som e imagem – o que reforça ainda mais os méritos de Graciliano.
Um belo filme, um ótimo livro.
Baleia eterna!


Minha nota: 7,7
IMDB:  7,4
ePipoca: 7,9

Sugestão: Mutum

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348 - Postais de Leningrado (Postales de Leningrado) – Venezuela (2007)



Direção: Mariana Rondón
Roteiro: Mariana Rondón
Segredos, imaginação e pseudônimos são o ponto de partida para uma garota reconstruir sua vida com a família, militantes ativos da guerrilha venezuelana nos anos 1960. A menina evoca essas memórias fragmentadas por um período de 10 anos de ocultamento. Desafiada pela óbvia incompreensão dos fatos, ela começa a transformá-los.

Um filme criativo, que transforma em fábula a vida de alguns guerrilheiros que lutavam contra a Ditadura Militar imposta na Venezuela nos meados do século XX.
A história é contada pela perspectiva de uma criança, que não apenas narra, como interpreta com seu olhar infantil tudo que estava acontecendo com seus pais. A violência, portanto, passa longe e é reinterpretada a partir da ótica ingênua, de quem não entende exatamente o que está acontecendo. De quem não sabe o que é golpe de Estado, resistência armada, autoritarismo, tortura, loucura, morte.
Apesar de ser um pouco confuso, o filme é muito bem feito e original. Mais um ponto para o cinema latino-americano!


Minha nota: 7,4
IMDB:  6,5
ePipoca: 3,4


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347 - O casamento de Tuya (Tuya de hun shi) – China (2006)



Direção: Quanan Wang
Roteiro: Quanan Wang; Wei Lu
Numa região extremamente árida localizada nas estepes da Mongólia uma pastora tenta conseguir um novo marido que queira tomar conta dela, de seu filho e também do marido, que tornou-se inválido após acidente de trabalho no campo.

Tadinha de Tuya.
O filme é um pouco irregular. Alguns momentos muito bons, outros já nem tanto.
Interessante é a representação do casamento em um lugar qualquer do interior da Mongólia. O amor é absurdamente relativizado, com uma naturalidade curiosa que opõe o sentimento à praticidade, ainda que no final das contas a paixão e o cuidado nunca sejam sucumbidos.


Minha nota: 7,2
IMDB:  7,1
ePipoca: 2,6

Sugestão: Tulpan

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sábado, 22 de dezembro de 2012

346 - A marca da maldade (Touch of evil) – Estados Unidos (1958)



Direção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles; Whit Masterson; Paul Monash; Franklin Coen
Policial mexicano casa com americana e vai passar a lua-de-mel numa cidade da fronteira. Vários incidentes o levam a um confronto com o chefe da polícia do lado americano. Uma história sobre corrupção, tráfico de drogas e discriminação.

Um dos melhores e mais lembrados plano-seqüência do cinema.
Um dos melhores diretores da história.
Um dos melhores filmes noir de todo o gênero.
E ainda é a versão original do filme, diferente do que foi lançado pelos produtores na época, mas fiel ao que desejava Orson Welles.
Esses são só alguns dos motivos para conferir A marca da maldade.


Minha nota: 8,1
IMDB:  8,3
ePipoca: 8,5

Sugestão: Pacto de sangue

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