sábado, 8 de dezembro de 2012

323 - O invasor (idem) – Brasil (2001)



Direção: Beto Brant
Roteiro: Beto Brant; Marçal Aquino; Renato Ciasca
Três amigos são sócios em uma construtora há mais de 15 anos. Tudo corre bem até o dia em que um desentendimento na condução dos negócios os coloca em conflito.

O filme tem uma baixa qualidade de áudio e imagem; um roteiro bastante conservador; uma direção que tenta ousar, mas de forma muito burocrática; e Paulo Miklos, apesar da ótima atuação, ainda dá uma olhadinha pra câmera involuntariamente, o que estraga qualquer cena.
Mas, tudo isso pode ser relativizado.
Primeiro, porque O Invasor consegue destaque em um período em que o cinema nacional estava re-engatinhando. Da Retomada até o começo do século XXI a recuperação ainda estava sendo lenta. É a partir de 2002 que o cinema brasileiro volta a crescer com mais fôlego, capitaneado por filmes como O Homem que copiava, Carandiru, Deus é Brasileiro, Os Normais, Lisbela e o Prisioneiro e, sobretudo, Cidade de Deus.
Lançado em 2001, O Invasor se encaixa em um período menos favorável, portanto esse contexto não pode ser desprezado. É muito disso que resulta as principais limitações que eu apontei no primeiro parágrafo. O patrocínio para o filme foi de apenas R$ 670 mil, que somados a apoios diversos resultou em um orçamento de 1 milhão de reais. Para se ter uma idéia, o de Cidade de Deus foi de 8 milhões e meio, enquanto O Homem que Copiava foi de 3 milhões.
Portanto, o baixo orçamento e as enormes dificuldades justificam as limitações técnicas de imagem e som, além do receio criativo que podam a direção e o roteiro. Mas, apesar de tudo isso, O Invasor consegue ser um bom filme, sendo reconhecido pelo Festival de Sundance (EUA), que o premiou como melhor filme latino-americano em 2002.
O Invasor, apesar de suas limitações, tem a sua importância na linha ascendente do cinema nacional. E mesmo com altos e baixos, pode ser considerado um bom filme.


Minha nota: 7,2
IMDB:  6,9
ePipoca: 8,8


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