quinta-feira, 29 de novembro de 2012

310 - Elefante Branco (Elefante Blanco) – Argentina (2012)



Direção: Pablo Trapero
Roteiro: Pablo Trapero; Alejandro Fadel; Martín Mauregui; Santiag Mitre
O padre Julián (Ricardo Darín) e o padre Nicolás (Jérémie Renier) trabalham ajudando os menos favorecidos na favela de Villa Virgen, periferia de Buenos Aires. O local é um antro de violência e miséria. A polícia corrupta e os próprios sacerdotes da Igreja nada fazem para mudar essa realidade e os dois clérigos terão de por suas próprias vidas em risco para continuar do lado dos mais pobres.

O cinema argentino consegue manter uma média de uma participação de Darín a cada dois filmes. E um filme mediano a cada oito.
Elefante Branco mantém a primeira média e se encaixa como o “mediano” da segunda.
Talvez a produção tenha apostado na fórmula de “favela movie” que nos últimos anos projetou o cinema brasileiro para o mundo, com sucessos como Tropa de Elite e, sobretudo, Cidade de Deus – cases de produções com penetração no mercado externo. Por conta disso, os produtores devem ter visto nesse gênero uma oportunidade de ganhar alguns trocados.
No entanto, Elefante Branco não conseguiu reproduzir o realismo e o impacto que os filmes brasileiros tiveram. A película argentina acabou sendo muitas vezes metódica, caricatural e didática. O excesso de diálogos se preocupou demais em explicar a favela para os espectadores, em vez de apostar na força das imagens e no próprio enredo. Tal formato reforça a minha tese de que o filme foi feito “para gringo ver” e, portanto, precisava ser explicado para situar o espectador no contexto da periferia – algo desnecessário para nós brasileiros, mas talvez fundamental para o europeu.
O longo plano-seqüência inicial até me empolgou e me prometeu um filme bem elaborado. No entanto, a linearidade, previsibilidade e fragilidade do roteiro me deixaram desanimado.
Valeu por ver uma Argentina que eu nunca tinha visto no cinema. E só.


Minha nota: 6,6
IMDB:  6,6
ePipoca: -

Sugestão: Machuca

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3 comentários:

  1. Realmente é um filme mediano, mas vale conhecer o lado pobre e violento da Argentina.

    Sobre Darin pouco a comentar, o cara é sensacional como ator e ainda deu sorte de surgir junto com a melhor fase do cinema argentino.

    Abraço

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  2. Pô, bicho. você já tem esse filme?
    Tava pensando em ir ao cinema esses dias para vê-lo.

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    Respostas
    1. Vixe, nem sabia que tava no circuito ainda. Não gosto de atravessar os filmes que estão em cartaz, por questões éticas, sobretudo se o filme for bom, o que não é bem o caso desse. Sugiro que você economize a sua grana pra gastar amanhã, no Porto, pra dar um mergulho no final da tarde.

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