quinta-feira, 22 de novembro de 2012

300 - Hiroshima, meu amor (Hiroshima, mon amour) – França (1959)



Direção: Alain Resnais
Roteiro: Marguerite Duras
História de uma atriz francesa (Emmanuelle Riva) que está em Hiroshima para participar de um filme sobre a paz. Durante as filmagens ela acaba se envolvendo com um arquiteto japonês (Eiji Okada) que sobreviveu ao bombardeio. Ele a faz relembrar seu primeiro amor, um soldado alemão que conheceu em Nevers, na França, no final da Segunda Guerra, período no qual foi perseguida.

É impressionante a capacidade humana de fazer poesia, mesmo diante de tanta monstruosidade e sofrimento.
De forma bastante delicada, Hiroshima mon amour faz revelar a paz, diante da guerra; a esperança, diante da loucura; o amor, diante do ódio.
E, tal como Vinícius de Moraes, faz brotar a poesia, diante das bombas. E dela, a rosa em Hiroshima.


Minha Nota: 8,5
IMDB: 7,9
ePipoca: 4,9


Download:

4 comentários:

  1. Em uma frase você mato meu sentimento hoje: É impressionante a capacidade humana de fazer poesia, mesmo diante de tanta monstruosidade e sofrimento.

    ResponderExcluir
  2. Olá Az!
    Baixando aqui pelos comentários, mas guarda a frase ela mesmo muito boa e cabe direitinho para um filme que assisti: "POETRY" fica a dica.
    u, abraço

    ResponderExcluir
  3. Valeu pelos comentários, pessoal.

    De fato, a poesia desse filme é tocante, sobretudo nos primeiros 25 minutos de filme.

    Renato, esse sentimento é cada vez mais difícil, mas necessário para suportarmos tanta coisa que temos que aturar diariamente.
    Soli, mais uma vez obrigado pela sugestão de filmes coreanos. Li a sinopse de Poetry e me pareceu bem interessante. Espero vê-lo em breve...

    abraços!

    ResponderExcluir
  4. Vi o filme há muito, muito tempo e muitas vezes e a cada retorno a emoção continua a mesma. A analogia que fez com Vinicius ( o poema a Rosa de Hiroshima) transformado em música pelos Secos e Molhados e na interpretação sensível de Ney Matogrosso só amplia a dimensão da poesia, da estética da palavra e da imagem ao retratar tão deplorável fato histórico, que manculou para sempre a raça humana.

    ResponderExcluir