sexta-feira, 16 de novembro de 2012

289 - As invasões bárbaras (Les invasions barbares) – Canadá (2003)



Direção: Denys Arcand
Roteiro: Denys Arcand
Acadêmico com doença terminal reúne amigos dos tempos da universidade e tenta reatar os laços com o filho, que lhe paga as despesas médicas. Filme que dá continuidade a ''O Declínio do Império Americano''.

O filme é uma forma de despedida de uma geração envelhecida.
Um geração que, quando jovem, experimentou a libertação sexual, a experimentação de drogas, e o sonho de uma sociedade mais liberal, livre, amorosa e pacífica, mesmo passando por diversas guerras que mancharam de sangue o século XX.
Uma geração que foi de tudo: “separatista, independencialista, imperialista, imperialista-associado, existencialista, anti-colonialista, marxista, marxista-leninista, trotiskista, maoísta, estruturalista, situacionista, feminista, desconstrucionista”.
O envelhecimento dessa geração é, também, o sepultamento de antigos sonhos e utopias.
E, com a chegada da morte, uma dúvida existencial é cruelmente colocada: “Eu vou desaparecer pra sempre. Se, pelo menos, eu tivesse aprendido algo. Me sinto tão inútil quanto no dia em que eu nasci. Eu não achei sentido. É isso. Preciso procurar. Preciso continuar procurando.”
Invasões Bárbaras mostra uma geração que, com sua inocência juvenil foi libertária, mas também inconseqüente e um pouco egoísta. E, em 2000, só tem boas histórias para contar, antes que a conta de luz chegue, seja preciso trocar a fralda da criança ou que a morte aconteça.
Um filme que faz olhar para atrás com encanto; para o presente, com incertezas; e para o futuro, com um certo medo de chegarmos ao fim da vida com a suspeita de que fomos tão inúteis quanto no dia em que nascemos.


Minha nota: 8,3
IMDB:  7,7
ePipoca: 9,2

Sugestão: Trotsky

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Um comentário:

  1. Obrigado pelo filme, Az.

    Assisti há um tempão na Tv Cultura e estava muito afim de rever.
    É um filme que precisa ser visto pela juventude "oba oba" de hoje.

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