domingo, 30 de setembro de 2012

233 - Os Boas-Vidas (I Vitelloni) – Itália (1953)


Direção: Frederico Fellini
Roteiro: Frederico Fellini; Ennio Flajano; Tullio Pinelli
Numa pequena cidade da Itália, cinco jovens amigos são típicos ''vitelloni'' (inúteis): vivem uma vida boêmia repleta de bebidas e mulheres. Sem perspectivas, cada um deles encontra um modo de escapar da monotonia da vida provinciana. Considerado o primeiro grande filme dirigido por Fellini.

Um filme simples, sem os rebuscamentos e impressão estética típicas de Fellini. A força da imagem é pouco explorada, permitindo que o enredo ganhe destaque.
E a história vale o filme.
Os “boas vidas” são um grupo de jovens (nem tão jovens assim, lá pelos 30 anos) que faz da vadiagem um estilo de vida. Vagar pelas ruas, sem se submeter a um trabalho entediante, se divertir com os amigos, mulheres e bebidas, e deixar que a alegria não dê espaço para preocupações são os mandamentos principais desse grupo.
No entanto, essa vida “perfeita” está sempre sujeita às fatalidades que surgem no meio do caminho. Aos poucos, o destino vai empurrando necessidades no colo dos “boas vidas”, que passam a ter que se adequar a um novo modo de vida, ainda que as responsabilidades tragam consigo uma certa angústia.
Os Boas Vidas é mais uma obra de grande respeito na filmografia de Fellini. Há quem diga que ele é autobiográfico. No entanto, mesmo sendo verdade ou mentira, o fato é que essa história está presente na biografia de qualquer um. Quem já passou pela fase de, aos poucos, ir largando uma vida de irresponsabilidades, despreocupações e imaturidade, e trocou tudo isso por contas a pagar e um emprego, certamente já experimentou as sensações que os boas vidas sentiram, enquanto passavam por suas transformações. Todos nós algum dia já fomos “boas vidas” e, inegavelmente, era muito bom.


Minha nota: 7,7
IMDB:  7,9
ePipoca: 6,8


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