terça-feira, 21 de agosto de 2012

191 - Era uma vez em Tóquio (Tokyo monogatari) – Japão (1953)



Direção: Yasujiro Ozu
Roteiro: Yasujiro Ozu; Kôgo Nada
Casal de idosos viaja a Tóquio, onde pretende visitar os filhos que há anos não vêem. Porém, todos são muito atarefados e não têm tempo para dar-lhes atenção. Quando sua mãe fica doente, os filhos vão visitá-la junto com a nora de seu falecido filho, e complexos sentimentos são revelados entre eles.

Era uma vez em Tóquio é um filme extremamente sutil, que aborda com delicadeza a passagem natural da vida: o tempo, as mudanças de paisagens e gerações, a morte.
O “Tóquio” do título é apenas um mero detalhe, pois a temática abordada vai além de qualquer limitação geográfica. Não só em Tóquio as pessoas envelhecem (enquanto a cidade se renova), como também não são apenas as famílias japonesas que têm dificuldade em lidar com os parentes – ter que dedicar atenção e cuidado aos idosos, ao mesmo tempo que é preciso se virar para cuidar dos filhos e tentar sobreviver em um mundo cada vez mais competitivo, que não permite grandes aspirações pessoais, nem total satisfação profissional.
Apesar de lento e com seus planos “secos”, estáticos, a maior virtude do filme consiste justamente na temática abordada e na forma com que os personagens se relacionam com os problemas em questão, sempre extravasando a sua essência cultural. Mesmo ao afirmar que a vida é frustrante, ou ao reconhecer o próprio egoísmo, eles não tiram o sorriso “japonês” da face, como se fossem dotados de uma sabedoria e maturidade que permitem enfrentar as dores da vida com extrema naturalidade e, sobretudo, serenidade.


Minha Nota: 7,3
IMDB: 8,2
ePipoca: -

Sugestão: Estamos todos bem

Download:

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3 comentários:

  1. Já li muitas boas críticas para os trabalhos de Ozu, mas ainda não conferi filme algum.

    Vou começar por este.

    Abraço

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    Respostas
    1. Acho que vai gostar. Apesar da narrativa ser um pouco lenta, a história é bem bonita, global e atual!

      abraço

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  2. Filme belíssimo. Não achei o ritmo lento demais. Para mim, foi perfeito.
    bjo

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