quinta-feira, 2 de agosto de 2012

177 - Nossa vida não cabe num Opala (idem) – Brasil (2008)



Direção: Reinaldo Pinheiro
Roteiro: Di Moretti; Mario Bortolotto
O pai de uma família de classe média baixa de São Paulo morre. Mas não se dá conta disso e passa a assistir às reações dos filhos e ao desmoronamento da frágil estrutura familiar. Baseada na peça de Mário Bortolotto.

Tirando o título, a trilha sonora e a interpretação caricata de Milhem Cortaz, pouca coisa se salva no filme.
Os personagens são muito mal construídos. No começo a personagem é a mais consciente e responsável que tem, no final ela vira umazinha qualquer; o outro, não se sabe se gosta dos irmãos ou não; Silvia, sabe-se lá qual a sua função no filme – se foi criada somente para representar a diferença de personalidade entre os três irmãos, então foi exagerada e mal utilizada.
Além disso, alguns recursos estilísticos, como nas cenas com Silvia, não são adotados no restante da história. A montagem não ajuda e fica parecendo dois filmes diferentes dentro de um, em termos estéticos.
Toda a fragilidade do filme – construção narrativa e dos personagens, recursos estilísticos, diálogos mecânicos e montagem – fazem com que o espectador não se envolva emocionalmente com seus personagens. Talvez isso justifique o por que da seqüência final não impactar e o filme acabar sem dizer para que veio.


Minha Nota: 6,2
IMDB: 5,8
ePipoca: 7,4

Sugestão: Feliz Natal

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2 comentários:

  1. Concordo com seu texto, o roteiro é confuso e os personagens mal desenvolvidos.

    Infelizmente é uma boa premissa desperdiçada.

    Abraço

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  2. Que pena. Nada pior do que um filme que não diz nada, não desperta nenhuma emoção.
    bjo

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