sexta-feira, 20 de julho de 2012

167 - Julieta dos Espíritos (Giulietta degli Spiriti) – Itália (1965)



Direção: Frederico Fellini
Roteiro: Frederico Fellini; Ennio Flaiano; Tullio Pinelli; Brunello Rondi
Mulher da alta burguesia desconfia que seu marido lhe é infiel. Ao investigar a suposta traição, enfrenta crise existencial que a leva a ter alucinações com o passado - um verdadeiro caleidoscópio de imagens, sonhos e visões espiritualistas.

Se eu fosse fazer um top 5 de Fellini, certamente Julieta ficaria de fora. Não que o filme seja ruim – não é – mas fica aquém de algumas das obras-primas desse que é um dos maiores cineastas da história.

Acho que falta mais ritmo em Julieta, apesar de sobrar beleza no sorriso de Giulietta Masina.

De qualquer forma, o filme não pode ser descontextualizado. É uma das grandes obras a abordar o feminismo, utilizando os espíritos para encorajar as “Amélias” da década de 1960 a reverem suas vidas e assumirem a autonomia não só de seu corpo, mas de sua felicidade.

Mas, Fellini é Fellini. Talvez a sua pior obra ainda consiga ser muito boa.

...

Algumas referências ao Brasil, no filme:

Em um determinado diálogo, o personagem fala:
- Vou almoçar com aqueles brasileiros. É negócio grande.

Em outra cena:
- Pediu desculpas, chegou alguém do Brasil... disse que telefonará.


Minha Nota: 7,6
IMDB: 7,5
ePipoca: 3,1

Sugestão: O Jardim

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3 comentários:

  1. Eu não achei o filme ruim. Talvez esperasse um pouco mais deste filme, porém me senti um pouco perdida como telespectadora. Indico porque é um filme que traz Giulietta Masina que foi uma das maiores atrizes do cinema italiano. Quem sabe La Strada ( 1954) pinte por aqui mostrando mais uma vez o Talento e a grandiosidade de Giulietta.

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    1. Verdade... a interpretação de Giulietta Masina já vale o filme, apesar de que eu também esperava mais, principalmente por ser fã de Fellini.
      La Strada, vou por na lista. Obrigado pela sugestão!

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  2. este filme é incrível. é um dos quebra cabeças mais bem feitos escritos por Fellini. O universo onirico de Fellini ninguém chega nem perto

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