quinta-feira, 12 de julho de 2012

157 - O Barco – Inferno no Mar (Das Boot) – Alemanha (1981)



Direção: Wolfgang Petersen
Roteiro: Lothar Buccheim; Wolfgang Petersen
O filme retrata o inferno dos tripulantes de um submarino alemão que, em 1942, sofreu durante a 'Batalha do Atlântico'. De modo realista conhecemos como um simples submarino lutava contra navios gigantescos dos Ingleses e todo o sofrimento de quando eram atacados.

Salve engano, é o primeiro filme que vejo sobre a II Guerra, realizado por alemães.

Ao contrário do que é comum nos filmes estadunidenses, em O Barco não é feita uma tentativa de apelar emocionalmente para endossar o heroísmo dos que serviram à guerra. Muito menos uma propaganda nazista. Por outro lado, também não se tentou justificar ou amenizar a culpa dos alemães. Se limitou, apenas, a fazer um recorte de uma situação de front, em uma clara crítica às estratégias de Hitler, que acabou custando a vida de milhares de jovens alemães.

A nacionalidade da produção é, talvez, o que mais tem de original no filme. Nós espectadores, com o olhar tão viciado pelas inúmeras superproduções hollywoodianas, temos a oportunidade de ver uma abordagem de guerra totalmente diferente. Em O Barco não há o maniqueísmo de homens bons x homens maus. Nazistas não são tratados como robôs sem coração. Não tem soldados que se despedem de suas amadas, com a promessa de que retornarão vivos e saudáveis. Não tem comandantes recebendo medalhas no final, sob o som de uma trilha sonora épica. E também não tem coadjuvante ficando paraplégico, ou morrendo nos braços de seu amigo, que lhe promete honrá-lo e levar a corrente contendo a foto de sua filha, para devolver à sua família quando a guerra acabar.

Ou seja, não tem nenhum apelo clichê para acentuar o maniqueísmo que dignifica os supostos heróis de guerra que lutaram e venceram os extraterrestres nazistas. Ao contrário, O Barco mostra homens valentes e medrosos. Pseudo-heróis circunstanciais, que supostamente honram a nação, quando, na verdade, estão lutando para sobreviver diante de uma guerra e estratégias confusas, com a morte em eminência.

Para os amantes do gênero, esse filme é obrigatório.


Minha Nota: 7,7
IMDB: 8,5
ePipoca: 9,5

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3 comentários:

  1. Não gosto de filmes de guerra principalmente por causa do que você citou no post: amantes de despedindo, soldados heróicos, mocinhos x bandidos. Bom saber que este filme é diferente. Vou ver.

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    1. oi Michelle... eu que também não gosto de filmes de guerra, me interessei por esse. É um pouco longo, mas é interessante. Melhor do que esse, acho que só o Soldado de Laranja (tem aqui no blog), que retrata a guerra a partir de uma perspectiva holandesa. Os dois valem à pena.
      abraço

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    2. Não conhecia esse outro também. Dica anotada ;)

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