quinta-feira, 5 de julho de 2012

147 - A Eternidade e um Dia (Mia aioniotita kai mia mera) – Grécia (1998)



Direção: Theodoros Angelopoulos
Roteiro: Theodoros Angelopoulos; Tonino Guerra; Petros Markaris
Alexandre, se prepara para deixar definitivamente a casa em que sempre viveu. Ele encontra uma carta de sua mulher, Ana, que fala de um dia de verão há 30 anos. Assim, Alexandre começa uma estranha viagem, onde o passado e o presente se misturam. Enquanto reavalia sua vida, Alexandre encontra a possibilidade de vivenciar uma nova experiência, ao ajudar um garoto albanês a cruzar a fronteira.

Um exemplo de filme que é bem melhor depois do que durante.

A Eternidade e um Dia passa de forma lenta, carregada. É preciso muito esforço para chegar até o final.

No entanto, depois de algumas horas ou mesmo dias, é que você começa a refletir melhor sobre ele e compreender a sutileza melancólica presente no filme, ao narrar o existencialismo de um indivíduo. Não tem como não fazer a mesma viagem que ele, para dentro de si mesmo e das suas diferentes gerações experimentadas durante a sua vida.

A Eternidade e um Dia é, sobretudo, um ode à poesia: densa, profunda e nenhum pouco banal. Sendo, ao mesmo tempo, carregada de sentimento, pausas, desconexões, e uma profunda delicadeza.

De fato, um dia pode durar 24 horas, mas também pode levar toda uma eternidade.

Theo Angelopoulos teve uma morte das menos gloriosas possíveis: atropelado por uma moto, em 2012. Um instante, um dia e uma eternidade.


Minha nota: 7,6
IMDB:  7,4
ePipoca: 0,0

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