segunda-feira, 11 de junho de 2012

114 - Melancolia (Melancholia) – Dinamarca (2011)


Direção: Lars Von Trier
Roteiro: Lars Von Trier
Justine é uma noiva que se casará às vésperas do fim do mundo, quando o planeta Melancholia se chocará com a Terra.

Lars Von Trier, desde que entrou em depressão, não é mais o mesmo.

Melancolia é um daqueles filmes que muitos vão idolatrar, principalmente os que gostaram de Anticristo. Certamente, essas pessoas são mais inteligentes que eu, que não consegui ver em Anticristo nada mais que um filme tecnicamente muito bom, feito por alguém que domina a linguagem cinematográfica, mas vazio em conteúdo e com cenas gratuitas, condizentes com alguém que não anda muito bem da cabeça.

Pois bem, Melancolia já não é tão esquizofrênico e mantém a qualidade estética, o que indica que Von Trier já está se recuperando dos seus problemas psicológicos. No entanto, ele é dividido em duas partes. A primeira é muito boa, voltando às suas origens do Dogma 95, e muito próximo de Festa deFamília. Já a segunda parte faz a grandiosidade do filme ir se perdendo aos poucos, com muita enrolação e pouca genialidade.

É um filme bom. Mas, Lars Von Trier já fez melhores.

Minha nota: 7,2
IMDB:  7,3
ePipoca: 6,5

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3 comentários:

  1. Também considero "Anticristo" é um filme feito apenas para chocar, nada mais.

    Pretendo assistir "Melancolia", o tema é interessante.

    Abraço

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  2. Eu considero ambos obras primas absolutas que evidenciam a maturidade criativa do cineasta, pode parecer só loucura, mas ele sabe bem o que está fazendo... Escrevi sobre ambos no Sublime Irrealidade, dê uma lida lá depois. Forte abraço!

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com/2011/04/anticristo.html

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com/2011/11/melancolia.html

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  3. Olá!
    Legal você ter falado da experiência Dogma 95, fizeram alguns filmes geniais, é cinema se reinventando. Lars Von Trier é um diretor que, a meu ver, habita o espaço entre a genialidade e a loucura, de qualquer modo, ele impacta, talvez, Melancholia revele que insanidade pode ser uma questão de contexto.

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